Novobanco cede pintura flamenga ao Museu Nacional de Machado de Castro, em Coimbra

Com este protocolo, são já 11 os museus da região centro a contar com obras da coleção do Novobanco.

O Novobanco vai assinar na próxima 6ª feira, dia 29 de julho, no âmbito do seu projeto Novobanco Cultura, um protocolo com o Museu Nacional de Machado de Castro, em Coimbra, para a cedência da pintura flamenga, conhecida como “Os Financeiros”.

Esta iniciativa insere-se no projeto de incorporação da Coleção de Pintura do banco em museus de norte a sul do país – o Novobanco Cultura -, com particular atenção para a descentralização.

Com este protocolo, são já 11 os museus da Região Centro a contar com obras da Coleção do Novobanco.

As obras da Coleção de Pintura do Novobanco estão já em 37 museus de todas as regiões do país, incluindo Açores e Madeira, num total de 94 obras expostas.

“A partir de dia 29 de julho, esta obra, de tema profano, realizada na Flandres no terceiro quartel do século XVI, praticamente desconhecida em Portugal, passa a estar visível ao público, integrada no circuito expositivo permanente do Museu Nacional de Machado de Castro”, diz o banco em comunicado.

Sobre o quadro, o banco destaca que a “representação de banqueiros, financeiros, cambistas e cobradores de impostos, tornou-se um tema popular na Flandres ao longo do século XVI, período de grandes transformações económicas na Europa, o que explica a existência de várias cópias e interpretações desta composição”.

“Esta pintura representa muito provavelmente um cobrador de impostos acompanhado por um negociante. A composição é muito semelhante, com pequenas variantes, à pintura considerada atualmente um original de Metsys, que se encontra da Liechenstein Collection (Viena) e à pintura do Louvre, atribuída a Marinus van Reymerswaele”, refere a instituição.

“O cobrador de impostos, representado com óculos, conta as moedas que tem na mão esquerda e regista informações supostamente contabilísticas num livro. O texto escrito em francês, não são contas, nem informações económicas (o que é o caso na maior parte das outras versões do tema), mas sim frases retiradas da Bíblia e alusivas à avareza. Esta pintura é a única, entre as várias versões que existem, que tem como inscrição uma mensagem que alerta para a inutilidade da avareza na efemeridade da vida humana”, explica o banco liderado por António Ramalho.

Os quadros da coleção do Novobanco estão já em 11 Museus da Região Centro. Em Castelo Branco, uma “Natureza-morta com flores e papagaio” atribuída a Jan Fyt (séc. XVII); na Guarda, cinco obras do século XX dos artistas Nikias Skapinakis, João Hogan, José de Guimarães, Júlio Resende e Luis Pinto Coelho; nas Caldas da Rainha, o Museu Malhoa recebeu duas pinturas, “Ao cair da tarde” e “O colecionador”, de José Malhoa; o Centro de Artes de Figueiró dos Vinhos, passou a contar também com uma obra de José Malhoa, “Cuidados de amor”; em Viseu, no Museu Grão Vasco, estão duas pinturas de paisagem (1785), de Jean-Baptiste Pillement; em Óbidos, uma “Natureza-morta com folares” de Josefa d’Óbidos; em Aveiro, o Museu de Santa Joana recebeu uma “Marinha” (séc. XVII) de Adriaen Van der Salm; em Leiria, a obra “Festa na aldeia” (ca. 1650) atribuída ao pintor flamengo David Teniers, o Jovem; na Lousã, um conjunto de cinco obras portuguesas do século XX da autoria de Graça Morais, Luis Noronha da Costa e Manuel Amado; no Museu da Covilhã, foram incorporadas cinco obras também do século XX, da autoria de Eduardo Malta, Maria Helena Vieira da Silva, Arpad Szenes, Júlio Resende e Malangatana, segundo o comunicado.

 

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