Novobanco com lucros de 428,3 milhões de euros até setembro (com áudio)

O banco liderado por Mark Bourke aumentou os lucros em 178% nos primeiros nove meses do ano, com o rácio de capital CET1 a situar-se nos 12,7% e o rácio de crédito malparado a alcançar a meta dos 5%.

O Novobanco obteve lucros de 428,3 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, o que representa um aumento de 178% face aos 154,1 milhões de euros registados no ano passado. Isto num período em que o rácio de crédito malparado alcançou a meta do banco de 5% e o rácio de capital fixou-se nos 12,7%.

“O crescimento da atividade nos primeiros nove meses de 2022, reflexo da estratégia de crescimento sustentado do negócio bancário em Portugal, com geração crescente de receita e capital, conduziu à criação de valor para todos os stakeholders“, afirma Mark Bourke, CEO do Novobanco, no comunicado divulgado esta segunda-feira.

Nos primeiros nove meses, a margem financeira recuou 5,6% para 405,9 milhões de euros, face ao período homólogo, “com a comparação anual a refletir maioritariamente o efeito do custo de financiamento das emissões de dívida sénior no quarto trimestre de 2021 (-20,7 milhões de euros face aos primeiros nove meses de 2021), as taxas negativas das aplicações em instituições de crédito no primeiro semestre de 2022 e o registo dos juros do TLTRO III no terceiro trimestre de 2022, o qual refletiu as expetativas da evolução das taxas de depósito do BCE até à maturidade deste financiamento”.

Apesar disso, o banco nota que o “desempenho da atividade está em linha com as expectativas para setembro de 2022, apesar do atual contexto macroeconómico caracterizado por pressão inflacionista e consequente volatilidade das taxas de juro, agravado pelo conflito na Ucrânia”.

Já as comissões cresceram 3,8% para 215,7 milhões de euros, devido ao desempenho da receita da gestão de meios de pagamento, que cresceu 11,2%, à boleia de um maior volume de transações e revisão de preçário. O produto bancário comercial diminuiu 2,6% para 621,6 milhões, com o produto bancário a crescer 26,5% para 851,1 milhões.

“Este indicador inclui o contributo positivo dos Outros Resultados de Exploração de 161,3 milhões de euros, impulsionado pelo processo de desalavancagem do portefólio imobiliário, incluindo a mais-valia de 71,5 milhões de euros resultante da venda do edifício da atual sede no terceiro trimestre de 2022”, refere o banco.

Por outro lado, os custos aumentaram 2,8% em comparação com o mesmo período do ano passado. Enquanto o banco registou uma diminuição do lado dos custos com pessoal, com a redução do número de colaboradores – tem menos 223 trabalhadores e menos 34 balcões face a setembro de 2021 -, houve um aumento não recorrente nos gastos gerais e administrativos, de 9,7 milhões de euros.

“A evolução das amortizações encontra-se alinhada com o continuado investimento na transformação, otimização e simplificação da organização e dos seus processos em função do seu programa estratégico”, refere.

O Novobanco registou ainda um reforço de imparidades e provisões no montante de 22,5 milhões de euros, o que traduz uma redução de 85,9% face ao período homólogo. Já o rácio de capital CET1 foi reforçado em 90 pontos base, situando-se nos 12,7%.

Rácio de malparado alcança meta dos 5%

O crédito a clientes (bruto) cresceu 3,7% para perto de 25,8 mil milhões de euros, dos quais 56% concedido a empresas, 39% de crédito habitação e 5% de crédito ao consumo e outros. Nas empresas, o crédito cresceu 5,9%.

Já o montante de crédito vencido diminuiu em 156 milhões de euros, face ao período homólogo, “com o aumento registado versus dezembro de 2021 centrado num devedor específico, já considerado anteriormente como crédito não produtivo”, indica, com o rácio de crédito malparado a alcançar a meta do banco de 5%.

“No período, as entradas de crédito não produtivo mantiveram-se contidas, o que juntamente com a atividade de recuperação e cobrança, contribuiu para o decréscimo contínuo do montante de crédito não produtivo (incluindo disponibilidades e aplicações em instituições de crédito) e, consequentemente, à melhoria do rácio de sinistralidade para 5%”, pode ler-se no comunicado. Em setembro de 2021, o rácio de NPL era de 7,2%.

Os recursos totais de balanço totalizaram 34,8 mil milhões, ou seja, mais 3%. Os depósitos aumentaram 4,6%, representando 92,7% do total dos recursos de clientes.

Notícia atualizada às 07h54

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