Novobanco constituiu provisões de quatro milhões para exposição a dívida de empresas russas

O Novobanco constituiu provisões de 4 milhões de euros nos nove meses, para acautelar a exposição a dívida de empresas da Federação Russa. O banco diz ainda que a partir de 22 de setembro, a exposição total a dívida de empresas russas era de 10,7 milhões de euros “registados ao justo valor através de outros rendimentos globais”.

O Novobanco constituiu provisões de 4 milhões de euros nos nove meses, para acautelar a exposição a dívida de empresas da Federação Russa. O banco diz ainda que a partir de 22 de setembro, a exposição total a dívida de empresas russas era de 10,7 milhões de euros “registados ao justo valor através de outros rendimentos globais”, não tendo o banco nenhuma exposição soberana à Rússia.

No relatório e contas de junho é referido que o Novobanco tinha uma exposição de 48 milhões à Rússia no final de 2021, dos quais 43 milhões em obrigações (títulos de dívida) de empresas russas (incluindo da companhia de gás estatal Gazprom) e cinco milhões de euros de exposição de crédito a clientes. Mas, com o início do conflito na Ucrânia, os títulos de dívida passaram a valer 14,1 milhões de euros, segundo informa o relatório e contas do primeiro semestre. O jornal “Eco” noticiou que o Novobanco registou uma desvalorização de 29 milhões de euros com a sua exposição à dívida de empresas russas em 2021.

O banco liderado por Mark Bourke reportou 39,5 milhões de imparidades para crédito e 44 milhões de euros de imparidades para títulos, onde se inclui as imparidades para exposição à Rússia.

O banco beneficiou da libertação de 61 milhões de euros de provisões sem alocação específica antes constituídas para fazer face aos riscos decorrentes do impacto da pandemia Covid-19 na economia e relacionadas com contingências e potenciais litigâncias.

O custo do risco caiu para 20 pontos base.

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