“Novobanco deverá estar pronto para quando e se houver oportunidade de um IPO”, diz CEO

O banco deve aproveitar o seu histórico de recuperação e “estar preparado para quando e se a oportunidade de um IPO surgir”, afirmou Mark Bourke, CEO do Novobanco, em declarações à “Reuters” esta terça-feira.

O Novobanco deve estar preparado para “agarrar” quando e se surgir a oportunidade de uma venda em bolsa através de uma oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês), afirmou Mark Bourke, presidente executivo da instituição financeira, em declarações à “Reuters”.

O banco deve aproveitar o seu histórico de recuperação e “estar preparado para quando e se a oportunidade de um IPO surgir”, afirmou o CEO do Novobanco, em declarações citadas esta terça-feira.

O gestor já tinha dado esta indicação numa nota interna enviada aos colaboradores. Quando questionado sobre o futuro do Novobanco, referiu que mais importante do que a venda é mesmo “preparar o banco para um IPO, de forma a assegurar um futuro completamente independente”, como avançou o “Eco”.

Apesar de se especular que o Novobanco pode vir a juntar-se a outro banco para consolidar a sua posição no mercado português, Mark Bourke relembra à agência “Reuters” que “Portugal não é como alguns dos países do norte da Europa”, onde existem muitos bancos. Existem cinco grandes instituições financeiras que detêm cerca de 85% dos ativos. Ou seja, há uma grande concentração.

Nesse sentido, realça que o Novobanco é agora uma entidade “rentável, bem capitalizada que pode competir, resistir, manter-se independente no mercado nacional, investir e expandir-se”. E que deve estar preparado para um IPO, não adiantando, no entanto, onde poderá vir a ser cotado.

Rácio de malparado rumo aos 3%

O Novobanco obteve lucros de 428,3 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, o que representa um aumento de 178% face aos 154,1 milhões de euros registados no ano passado, anunciou na segunda-feira. O rácio de crédito malparado alcançou a meta do banco de 5% e o rácio de capital fixou-se nos 12,7%, acima do patamar de 12% definido no acordo de capitalização contingente.

“A maior parte do trabalho está feito” em termos de redução do crédito malparado. “Mas precisamos de olhar para a média europeia, que fica num intervalo entre 2,5% e 3%, no curto a médio prazo”, referiu à “Reuters”.

Numa call com analistas, na segunda-feira, o CEO do banco adiantou que, perante o cenário atual de subida das taxas de juro, com impacto positivo nas margens do sector, deverá haver uma revisão das metas estratégicas quando apresentar as contas de 2022, numa altura em que já alcançou alguns dos objetivos previstos pela instituição financeira.

Notícia atualizada às 16:25

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