Número de desempregados inscritos no IEFP aumentou quase 2% entre julho e agosto (com áudio)

O número de desempregados inscritos no IEFP fixou-se em 282.847 em agosto, o que corresponde a uma subida de 1,9% face ao mês anterior.

Jose Manuel Ribeiro/Reuters

Depois de ter caído nos últimos meses, em agosto o número de desempregados inscritos nos centros do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) cresceu em cadeia. Em causa está uma subida de 1,9% para 282.847 indivíduos, de acordo com as estatísticas divulgadas esta terça-feira. Ainda assim, em termos homólogos, verificou-se uma quebra.

“No fim do mês de agosto de 2022, estavam registados nos serviços de emprego do continente e regiões autónomas 282.847 indivíduos desempregados. O total de desempregados registados no país foi inferior ao verificado no mesmo mês de 2021 (-85.557; -23,2%) e, em sentido contrário, face ao mês anterior (+5.381; +1,9%)”, revelou o IEFP esta manhã.

De notar que em maio o desemprego registado caiu para o valor mais baixo de 2003, tendo renovado esses níveis mínimos em junho e em julho. Já em agosto, a tendência inverteu-se, mostram os dados agora conhecidos.

A nota divulgada pela terça-feira detalha que, a nível regional, o desempregado registado diminuiu em todas as regiões, em termos homólogos, com destaque para o Algarve (-50,3%) e para a Madeira (-40,8%). Já em cadeia, o maior acréscimo foi verificado no Centro (4,6%), sendo que as demais várias regiões dividiram-se entre decréscimos e acréscimos.

Já no que diz respeito às várias atividades económicas, o desemprego, revela o IEFP, diminuiu em termos homólogos em todos os grandes sectores: no “agrícola” caiu 11,8%, no “secundário” recuou 23,6%) e no “terciário” diminui 24,1%.

Quanto ao número de ofertas, no final de julho, os serviços do IEFP contavam com 21.420 vagas em carteira por preencher, ou seja, menos 7,8% do que há um ano e menos 1,5% do que no mês anterior.

Atualizada às 11h32

Recomendadas

Santana Lopes perspetiva ano económico “muito difícil” em 2023

Santana Lopes mencionou também o aumento “escandaloso” de quatro vezes a taxa base do custo da tarifa de tratamento dos resíduos sólidos urbanos a pagar à Empresa de Resíduos Sólidos Urbanos do Centro (ERSUC), cujo acionista base é privado.

Preços da energia em Itália vão subir ainda mais apesar de já estarem elevados

O Executivo de Roma já dedicou este ano 60 mil milhões de euros a medidas para procurar reduzir o impacto da subida destes preços.

Crise/inflação: Costa recusa razões para alarmismo sobre panorama dos créditos à habitação

António Costa procurou assegurar que o seu Governo está “atento” face ao impacto da subida dos juros nas prestações a pagar pelas famílias com créditos à habitação.
Comentários