Número de funcionários públicos volta a subir no primeiro trimestre do ano

O número de funcionários públicos voltou a subir. Nos primeiros três meses do ano, verificou-se um acréscimo homólogo de 2% para um total de 741.288 trabalhadores das Administrações Públicas.

O número de trabalhadores das Administrações Públicas voltou a subir, nos primeiros três meses do ano. De acordo com a síntese divulgada esta segunda-feira pela Direção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP), entre janeiro e março, o total de funcionários públicos cresceu 2,2%, em termos homólogos, para 741.288 indivíduos postos de trabalho.

“A 31 de março de 2022, o emprego no sector das Administrações Públicas situou-se em 741.288 postos de trabalho, assinalando um aumento de 13.587 postos de trabalho [face a dezembro 2011]. No primeiro trimestre de 2022, o emprego aumentou 2,2% em termos homólogos [ou seja, mais 15.821 postos de trabalho] e 1,0% face ao trimestre anterior [ou seja, mais 7.392 postos de trabalho]”, explica a DGAEP, na nota divulgada esta tarde.

No que diz respeito à variação face ao mesmo trimestre de 2021, o referido aumento “resultou essencialmente” do crescimento do número de trabalhadores na Administração Central (mais 11.365 postos de trabalho, ou seja, uma subida de 2,1%) e na Administração Local (mais 2.558 postos de trabalho, isto é, um acréscimo de 2%).

Ora, segundo a DGAEP, na Administração Central essa evolução verificou-se sobretudo ao nível das entidades públicas empresariais do Serviço Nacional de Saúde (mais 3.771 postos de trabalho), nos estabelecimentos de Educação e Ensino Básico e Secundário (mais 3.394 postos de trabalho) e nas unidades orgânicas de Ensino e Investigação (mais 1.986 postos de trabalho).

“Entre as carreiras que mais contribuíram para o aumento homólogo do emprego na Administração Central salientam-se as carreiras de técnico superior (+2.117), de assistente operacional (+2.062), de enfermeiro (+1.616), de educadores de infância e docentes do Ensino Básico e Secundário (+1.309) e de médico (+1.185)”, detalha a direção-geral.

Também no que toca à variação em cadeia, o resultado registado “resultou particularmente do aumento do emprego da Administração Central (+6.330 postos de trabalho, correspondente a uma variação trimestral de +1,1%)”, sendo que o maior contributo para a subida trimestral do emprego foi “proveniente das áreas governativas da Saúde (+4.055) e da Educação (+1.978)”.

Quanto à Saúde, a DGAEP salienta que o emprego nas entidades do Sector Empresarial do Estado esteve em destaque, com mais 3.380 postos de trabalho, acréscimo que reflete a “integração do Hospital de Loures, E.P.E. no universo das entidades das Administrações Públicas no primeiro trimestre de 2022”.

Por outro lado, na síntese divulgada esta segunda-feira, sublinha-se que desde 2015 as Administrações Públicas têm registado um salto líquido positivo de postos de trabalho, entre entradas e saúdas. Considerando os fluxos verificados de janeiro a março deste ano, o balanço foi de 7.392 postos de trabalho, é explicado.

De notar que dos referidos 741 mil postos de trabalho, 94.730 são contratos a termo, mais 3.837 do que no trimestre anterior. Há também 549.669 trabalhadores contratados por tempo indeterminado, mais 2.533, se considerarmos a variação em cadeia. Estes números mostram que do balanço de 7.392, mais de metade são contratos a termo resolutivo certo ou incerto.

Já quanto aos rendimentos, em janeiro de 2022, a remuneração base média mensal dos trabalhadores a tempo completo das Administrações
Públicas situava-se em 1.548,50 euros, mais 0,6% do que em outubro de 2021 (mês de referência do quarto trimestre do ano passado). Já a variação homóloga foi de 1,3%, o que traduziu, por um lado, entrada e saída de trabalhadores com diferentes níveis remuneratórios, bem como a atualização do salário mínimo nacional de 665 euros para 705 euros, a partir do primeiro mês de 2022.

“O ganho médio mensal nas Administrações Públicas é estimado, para janeiro de 2022, em 1.815,60 euros, correspondendo a uma variação
global de 0,9%, face ao trimestre anterior e em termos homólogos”, acrescenta a DGAEP.

O número total de funcionários públicos representa hoje 7,2% da população total, 14,2% da população ativa e 15,1% da população empregada.

(Notícia atualizada às 18h32)

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