Números recorde de novas infeções já não preocupam. Países europeus levantam restrições antiCovid

Mesmo com o número de casos diários a atingir novos tetos diariamente, países como a Inglaterra e Dinamarca levantam as restrições contra a Covid-19. Noutros, já se começa a estudar a possibilidade mesmo assumindo que o pico de infecções pela variante Ómicron ainda não foi atingido.

Numa altura em que a Ómicron cavalga e potencia o número de casos diários em maioria dos países europeus, são muitos os que apostaram no levantamento de restrições argumentando que a vacinação generalizada da população tem estado a conferir um grau de proteção suficientemente elevado.

Esta quinta-feira, em Inglaterra, deixaram de vigorar algumas medidas que permitem a população regressar a uma nova espécie de normalidade. A apresentação de certificado de vacinação ou de recuperação deixou de ser obrigatória para a entrada em restaurantes, bares, cafés, discotecas ou eventos culturais em Inglaterra e as máscaras em espaços públicos também deixaram de ser uma condicionante, passando a ser apenas “recomendado”. As máscaras continuarão a ser obrigatórias apenas em espaços fechados, como os transportes públicos e supermercados. “Recomendado” passou a ser também o teletrabalho, à semelhança de Portugal.

“As nossas vacinas, testes e antivirais garantem que temos uma das defesas mais fortes da Europa [contra a Covid-19] e isso permite-nos regressar cautelosamente ao ‘Plano A’, recuperando mais liberdades para este país”, celebrou Sajid Javid, ministro da Saúde do Reino Unido, citado pela “BBC”, sublinhando a necessidade de o país ter de “aprender a viver com a Covid”.

O cenário é semelhante na Irlanda, uma vez que também levantou quase todas as medidas de combate à pandemia desde as 6h00 do último sábado, dia 21 de janeiro. “Ao navegarmos nesta nova fase da pandemia, está na altura de sermos nós próprios outra vez”, disse o chefe de governo da Irlanda, Micheál Martin, acrescentando que o país “resistiu à tempestade Ómicron”.

As discotecas reabriram na Irlanda, o horário de encerramento antecipado para a restauração foi eliminado, assim como os limites de lotação para eventos ao ar livre e em espaços fechados, incluindo casamentos. O regresso faseado aos escritórios começou já esta segunda-feira. Algumas medidas de proteção foram igualmente abolidas, tal como o distanciamento físico e a necessidade de mostrar o certificado digital.

Na Dinamarca, as pessoas podem “voltar a sorrir”

Na Dinamarca, deixou-se de considerar a Covid-19 como um vírus “crítico” e por isso decidiu eliminar a partir de 1 de fevereiro todas as restrições em vigor até agora, apesar do número recorde de contágios.

A Covid-19 vai deixar de ser considerada uma doença “crítica” para a sociedade, o que vai implicar a extinção das medidas atuais: deixarão de ser usadas máscaras em espaços fechados e desaparecerão as restrições nos restaurantes, na vida cultural e social, e as discotecas reabrirão.

“Hoje podemos voltar a sorrir. Tenho ótimas notícias. Estamos prontos para sair da sombra do coronavírus, despedimo-nos das restrições e saudamos a vida que tínhamos antes. A pandemia continua, mas já passamos da fase crítica”, disse a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, em conferência de imprensa.

A primeira-ministra do país escandinavo apontou três fases: na primeira, até à primavera, vão ser mantidas as recomendações de proteção dos grupos de risco, como uso de máscaras em lares de idosos, bem como a obrigatoriedade de realização de testes para os não vacinados que viajam para Dinamarca.

A segunda fase, até ao outono, será de vigilância e preparação para a terceira, no próximo inverno, em que é “muito possível” uma parte da população ou mesmo toda tenha de ser novamente vacinada, indicou Frederiksen.

Por seu turno, a Suécia considerou necessário manter as restrições pelo menos mais duas semanas. No entanto, a ministra da Saúde, Lena Hallengren, disse esta quarta-feira em conferência de imprensa que “a maioria” das medidas pode ser suspensa a partir de 9 de fevereiro, “se a situação se estabilizar”.

Outros países, como a Bélgica, a Áustria, os Países Baixos — que anunciou que bares, restaurantes, museus, teatros e outros locais culturais podem reabrir sob condições, afrouxando algumas das restrições mais duras —  ou a França já começaram – ou já anunciaram que vão começar brevemente – a levantar as restrições impostas no período que antecedeu o Natal, mesmo assumindo que o pico de infecções pela variante Ómicron ainda não foi atingido.

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