“Temos que simplificar muito mais as políticas ambientais”, defende presidente da APA

Nuno Lacasta, presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, considerou que “temos que simplificar muito mais as políticas ambientais, temos de acelerar” este processo, durante a conferência do sexto aniversário do Jornal Económico.

A transição climática e energética estiveram em destaque no sexto aniversário do Jornal Económico. Para Nuno Lacasta, presidente da agência portuguesa do ambiente é preciso simplificar as metas ambientais.

O painel, moderado pelo subdiretor do Jornal Económico (JE) André Cabrita Mendes, teve como tema “Portugal a europa e a transição climática e energética”. Como oradores participaram o ex-ministro das Finanças, Eduardo Catorga, o CEO da Greenvolt, João Manso, o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, Nuno Lacasta, o CEO da Finerge, Pedro Norton, e ainda a professora universitária, Vera Eiró, também presidente da ERSAR- Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos.

Para Nuno Lacasta “temos que simplificar muito mais as políticas ambientais, temos de acelerar” este processo.

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Em termos de energia, Nuno Lacasta, sublinhou que ao “olharmos para os preços da energia e eletricidade estão ao nível que estão”. “Por um lado, os preços da eletricidade hoje não se comparam, estamos numa trajetória inevitável. Temos 7 mil milhões de euros de investimento em energias renováveis, sobre tudo solar”.

Por sua vez, Pedro Norton, CEO da Finerge, considerou que as metas ambientais as “metas não são ambiciosas nem deixam de ser”. “Temos que definir as metas alinhadas [com as necessidades ambientais”.

Pedro Norton sublinhou que atualmente vivemos um “momento brutal”. Ainda assim, “Portugal tem estado na linha da frente na estratégia nacional para o hidrogénio”.

O CEO da Finerge constatou ainda que “vale a pena e olhar o que já foi feito” em matérias de energia e ambiental e que do ponto de vista tecnológico “há ainda mais desafios pela frente”.

Já Vera Eiró falou sobre o sector da água. Nesta matéria não deixou de “constatar que a água é essencial para anergia e produção de eletricidade”.

“Quando pensamos no sector da água falamos de urgência da perda. Podemos com facilidade perder aquilo que conquistamos nos últimos anos”, frisou Vera Eiró. Aquilo que temos de fazer enquanto comunidade, é valorizar esta industria”, frisou a presidente da ERSAR acrescentando que “temos de tornar isto uma prioridade”.

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