Nuno Melo diz que Fernando Medina “não tem condições políticas para permanecer em funções”

“O CDS reafirma que o ministro das Finanças não tem condições políticas para permanecer em funções e reitera a necessidade de dissolução do Parlamento, por estar evidentemente em causa o normal funcionamento das instituições democráticas”, diz o presidente do CDS-PP em comunicado.

Nuno Melo afirmou esta quinta-feira que o ministro das Finanças, Fernando Medina, “não tem condições políticas para permanecer em funções”, reagindo às buscas no departamento de Urbanismo da Câmara de Lisboa no âmbito de um alegado caso de corrupção na autarquia aquando da sua presidência.

“O que o CDS entende é que perante a incapacidade do governo se regenerar num quadro institucional que se possa considerar normal, os portugueses é que têm de ser muito mais exigentes com o PS e com o próprio regime democrático”, disse o presidente do CDS-PP numa nota enviada à imprensa.

O líder centrista recorda que, no final do ano passado, o partido apelou a Marcelo Rebelo de Sousa “para que dissolvesse o parlamento e convocasse eleições antecipadas. Ao tempo – e decorreram pouco mais de 2 semanas -, afirmamos que a situação política tinha tudo para se degradar ainda mais.

“Pelo caminho, fomos confrontados com a passagem relâmpago da secretária de Estado da agricultura pelos bancos do governo e agora com novos factos de grande relevância política”, explicou, considerando que “13 governantes substituídos em 9 meses não é normal”.

“O CDS reafirma que o ministro das Finanças não tem condições políticas para permanecer em funções e reitera a necessidade de dissolução do Parlamento, por estar evidentemente em causa o normal funcionamento das instituições democráticas”, finaliza Nuno Melo.

Fernando Medina revelou hoje que pediu para ser ouvido no âmbito do processo que motivou na terça-feira a realização de buscas na Câmara de Lisboa, embora desconheça “em absoluto” a investigação em curso.

“Não tenho nenhum conhecimento de nenhuma investigação em curso, nunca fui ouvido, nunca fui chamado a prestar qualquer esclarecimento em nenhum processo de natureza judicial dos vários que têm vindo a público, em especial aquele que agora foi noticiado. Desconheço em absoluto”, afirmou Fernando Medina, que presidiu à Câmara de Lisboa entre abril de 2015 e outubro de 2021, sublinhando que tem a “obrigação de contribuir para o esclarecimento da situação”.

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