Nuno Melo pede substituição dos ministros da Agricultura e das Infraestruturas

O líder do CDS-PP desafia António Costa: “Não se fique pela Saúde, substitua a ministra da Agricultura, e o mesmo vale para as Infraestruturas”.

O líder nacional do CDS-PP, Nuno Melo, defendeu a substituição da ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, e do ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos.

Logo após a demissão da ministra da Saúde, Marta Temido, Nuno Melo considerou que este era o momento ideal para o primeiro-ministro substituir no Governo “pessoas que manifestamente não estão nem à altura dos tempos, nem à altura da tarefa”.

O líder dos centristas falava na reentré política do CDS Madeira, que teve lugar na Festa dos Romeiros, no Chão dos Louros, no concelho de São Vicente.

“Portugal não pode ter à frente das Infraestruturas, quando estão em causa dossiês absolutamente estratégicos para o País, quem, por sua recriação, decide a construção de dois aeroportos, sem ouvir o primeiro-ministro, sem levar o tema a Conselho de Ministros, sem ouvir as oposições, sem informar o Presidente da República e sem conhecimentos técnicos, ao ponto de termos no Governo, não uma coligação de partidos, mas uma coligação de duas fações antagónicas do Partido Socialista”, vincou.

Já no que diz respeito à pasta da Agricultura, Nuno Melo frisou que o País não pode ter à frente desta pasta “uma ministra que estigmatiza e trata mal confederações que representam milhares de agricultores”.

Nesse sentido, o líder do CDS-PP desafia António Costa: “Não se fique pela Saúde, substitua a ministra da Agricultura, e o mesmo vale para as Infraestruturas”.

“Do ponto de vista procedimental, o Primeiro-Ministro age no limite, deixa que os problemas se arrastem até ao momento em que são basicamente incomportáveis”, disse ainda.

Medidas do Governo para combater inflação vêm tarde

No âmbito das medidas que serão anunciadas esta segunda-feira pelo Governo da República, para fazer face à inflação, Nuno Melo sublinha o ‘timming’ absolutamente errado deste Governo, destacando a importância do IVA à taxa zero para os bens alimentares, medida apresentada em maio pelos centristas..

“Em maio já se conseguia ler, nas circunstâncias do País e da Europa, um problema que aconselhava uma decisão rápida do Governo, que tinha que ver com medidas de natureza fiscal. Nós estamos em agosto, com sorte decidido o que seja produzirá efeitos a partir de outubro, o que significa muitos meses sem qualquer atuação do Governo na ajuda às famílias e às empresas”, frisou.

Neste caso, Nuno Melo realçou que em abril uma diretiva permitia que o Governo baixasse o IVA sem precisar de autorização da Comissão Europeia.

O líder dos centristas quer também a descida do IVA para os 6% no gás e na eletricidade, salientando que a medida já está a ser tomada noutros países da União Europeia.

Outra medida que destaca é a criação de uma entidade reguladora para o sector agroalimentar.

“Hoje, em Portugal, os produtores não vivem, sobrevivem”, frisou, realçando a importância desta medida “para que quem está na base da cadeia, que é a maior parte das pessoas e quem mais trabalha, não seja esmagado”.

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