O admirável mundo da Internet

Vivemos como nunca antes na sociedade da Internet. Desde que a Internet passou a estar no nosso dia a dia, passou a ser dada prioridade à missão de estimular fortemente a acessibilidade e participação social, assegurando a dinamização, o desenvolvimento e a consolidação das tecnologias de informação e comunicação como um instrumento central de modernização […]


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Vivemos como nunca antes na sociedade da Internet. Desde que a Internet passou a estar no nosso dia a dia, passou a ser dada prioridade à missão de estimular fortemente a acessibilidade e participação social, assegurando a dinamização, o desenvolvimento e a consolidação das tecnologias de informação e comunicação como um instrumento central de modernização e melhoria da qualidade de vida das pessoas. Vinte e cinco anos depois, a Internet faz parte das nossas vidas mas tem também uma grande oportunidade de se reinventar.

A construção de uma sociedade da informação e do conhecimento é um desafio complexo e transversal a todos os atores e exige um capital de compromisso colaborativo entre todos. Com a Internet a nossa sociedade mudou muito e o grau de liberdade de participação das pessoas ganhou uma dimensão nunca antes possível – a informação passou a estar disponível a todo o momento e a ser a base de novas plataformas de inteligência estratégica, dinamizadoras de novas redes de colaboração e de novas soluções para os novos problemas que surgiram.

Apesar do enorme progresso registado com a Internet, os sinais empíricos evidenciam uma leitura menos positiva do comportamento de muitas sociedades em termos dos requisitos que a inovação e a criatividade implicam. A consolidação de uma sociedade do conhecimento moderna implica, antes de mais, saber responder às seguintes questões:

– Qual o caminho a dar às TIC enquanto instrumentos centrais duma política ativa de intervenção pública como matriz transversal da renovação da nossa sociedade?

– Qual a forma possível de fazer de as empresas (e em particular das PME) os actores relevantes na criação e valor e garantia de padrões de qualidade e vida social adequados, num cenário de crescente “deslocalização” económica?

– Qual o papel efectivo da educação como quadro referencial essencial da adequação dos atores sociais aos novos desafios da sociedade do conhecimento? Os atores do conhecimento de que tanto se precisa são “educados” ou “formados”?

– Qual o papel do I&D enquanto área capaz de fazer o compromisso necessário entre a urgência da ciência e a inevitabilidade da sua mais do que necessária aplicabilidade prática para efeitos de indução duma cultura estruturada de inovação?

– Qual o sentido efetivo das políticas de empregabilidade e inclusão social enquanto instrumento e promoção de um objetivo global de coesão social? O que fazer de todos os que pelo desemprego se sentem cada vez mais marginalizados pelo sistema?

Pretende-se desta forma criar as condições para a qualificação “em rede” dos diferentes atores que dinamizam uma nova sociedade, proporcionando uma verdadeira “agenda de modernidade”, participativa e apostada no novo paradigma da competitividade, essencial para a criação de uma oportunidade nacional na economia global. O conhecimento ganha desta forma um estatuto central na mudança do paradigma de desenvolvimento da sociedade, materializado no compromisso entre coesão social e competitividade.

Vinte e cinco anos depois, a Internet tem que se reinventar. Conforme Tim Berners-Lee referiu em recente entrevista à conhecida revista inglesa – WIRED – este é o tempo para a informação se assumir de uma vez por todas como a base de uma nova inteligência estratégica que mobilize a sociedade para um novo contrato coletivo de confiança, em que a autonomia individual se assuma como a base de uma nova diferença.

Por Francisco Jaime Quesado
Presidente da ESPAP – Entidade de Serviços Partilhados da Administração Pública

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