O alcatraz é a estrela da 13.ª Edição do Festival de Observação de Aves & Atividades de Natureza de Sagres

Sagres volta a acolher, em outubro, o mais importante evento nacional de ‘birdwatching’. Pretexto para rumar a Sul e seguir a rota das aves migratórias e participar nas muitas atividades que o Festival propõe. O programa já está disponível.

Birdwatching Sagres © Tiago Guerreiro

Entre os milhares de aves que vão sobrevoar o Algarve, em direção a África, conta-se o alcatraz, que este ano é, muito justamente, a cabeça de cartaz do Festival de Observação de Aves & Atividades de Natureza de Sagres​, e que, em dias bons, pode ser visto às centenas a partir do Cabo de São Vicente.

Aquele que é o maior evento de birdwatching em Portugal decorre entre 1 e 5 de outubro, e como a afluência ao Festival tem sido em crescendo, de ano para ano, e as inscrições tendem a esgotar rapidamente, nesta edição, o programa é disponibilizado um mês antes do início das inscrições, a 1 de setembro, para melhor planear as atividades que lhe interessam.

Razões para se lançar no birdwatching em Sagres não faltam. Para além das já tradicionais sessões de anilhagem científica, dos cursos de iniciação de observação de aves, das caminhadas temáticas (Arqueologia, Cultura, Geologia, Flora e Insetos) e das saídas de barco, a 13.ª edição do Festival de Observação de Aves & Atividades de Natureza de Sagres traz algumas novidades. É o caso dos passeios noturnos – para ver morcegos, insetos e escorpiões; das palestras e workshops dedicados a temas como as aves (México e Países Baixos); ações de ciclismo na Rota Vicentina e ainda da análise de regurgitações de mochos e corujas, bioacústica marinha (ouvir debaixo de água) e até baleias (e seu papel na regulação do clima).

O Festival é, também, uma oportunidade para presenciar o momento de devolução de uma ave à natureza, para participar na construção de caixas-ninho, hotéis de insetos e comedouros de aves, ou ajudar a limpar a Praia da Mareta. Se os graúdos têm “entretenimento” assegurado, os mais novos também não ficarão de mãos a abanar. Estão previstas diversas atividades, entre elas caças ao tesouro, sob o mote “Em busca do mamífero perdido”, a par de workshops de arte e educação ambiental.

E por falar em educação ambiental, será de bom tom reservar um breve apontamento à cabeça de cartaz desta 13.ª edição: o alcatraz, a maior ave marinha que se avista em águas portuguesas, também conhecida por ganso-patola.

É uma conhecida pela rapidez e agilidade com que entra na água, verdadeiros mergulhos cirúrgicos, um espetáculo a que os participantes do festival poderão assistir, na altura em que estas aves migratórias se preparam para dirigir a sul do Atlântico, para darem seguimento ao seu percurso migratório. Pormenor curioso. São algo desajeitados nas descolagens e aterragens.

O alcatraz adulto nidifica no Atlântico Norte, em grandes colónias em penhascos sobre o oceano ou em ilhotas rochosas. A maior colónia conhecida desta ave foi descoberta na ilha Bonaventure, no Quebec, e tinha mais de 60 mil indivíduos.

Consulte aqui o programa completo.

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