O ‘efeito bola de neve’ dos juros compostos

Os juros compostos são juros somados ao capital ao fim de cada período de aplicação, formando com esta soma um novo capital. Não admira que até Einstein os reconheceu como a “maior força do universo”.

A frase “a força mais poderosa do universo é o juro composto”, proferida por Albert Einstein, indica o potencial de ganhos dos investimentos que pagam juros compostos. Afinal de contas, não deixa de ser curioso que o famoso físico, ao referir-se aos juros compostos, os tenha colocado acima da  força da gravidade, isto é, a força que “coordena” o movimento dos grandes corpos celestes.

Metáforas e comparações à parte, a verdade é que o efeito maximizador do juro composto na rentabilidade de um investimento é inquestionável. De forma muito simples, o juro composto é um juro sobre juro.

Juros simples vs. juros compostos

Compreender o que é “um juro sobre juro” pode parecer confuso. Por isso, para melhor ilustrar o potencial maximizador dos juros compostos, vamos compará-los aos juros simples.

Suponha um investimento em regime de juro simples. Neste caso, o juro simples significa que o seu capital vai crescer sempre o mesmo e ao mesmo ritmo. Por exemplo, suponha decide por um investimento que lhe paga uma taxa de juro anualizada de 5%, num capital inicial de 5.ooo euros. No final do primeiro ano de investimento, vai ganhar 250 euros, que correspondem à taxa de juro de 5 % sobre o montante investido, e o seu capital somado ao retorno será de 5.250 € . No final do segundo ano, vai ganhar mais 250 euros, elevando o seu rendimento acumulado para 500 euros; nesse momento, o capital inicial somado ao retorno será de 5.500 euros. E no final do terceiro ano, ganhará mais 250 euros, pelo que o seu rendimento acumulado será de 750 euros, elevando o seu capital e o seu investimento para 5.750 euros.

Ou seja, como explica o BiG – Banco de Investimento Global, “os juros simples são juros somados ao capital inicial no final da aplicação, sem beneficiarem de acumulação de capital”.

No entanto, em regime de juro composto, o seu rendimento não só cresce a um ritmo mais acelerado como cresce mais. Não se esqueça que, num investimento em regime de juro composto, existe um juro sobre o juro. Voltando ao exemplo de há pouco, no final do primeiro ano terá os mesmos 250 euros de retorno. Mas doze meses mais tarde, os ganhos acumulados serão de 512,50 euros (contra 500 euros); neste momento, o capital inicial somado ao retorno será de 5.512,50 euros. E no final do terceiro ano, o rendimento acumulado será de 788,10 euros, elevando o capital inicial e o retorno financeiro para 5.788,10 euros (contra 5.750).

Isto é, “nos juros compostos são juros somados ao capital ao fim de cada período de aplicação, formando com esta soma um novo capital”, diz o BiG.

Como se pode perceber com o exemplo ilustrado, enquanto o crescimento dos juros simples é linear, o crescimento dos juros compostos é exponencial, tendo por isso um crescimento muito mais rápido.

 

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