O Empreendedorismo como oportunidade de crescimento

O empreendedorismo é, nos dias que correm, um fenómeno global. A importância dada aos empreendedores parece ter aumentado significativamente e quando se fala em empreendedorismo importa esclarecer que o conceito não é novo. Trata-se apenas de atribuir outro nome aos empresários e aos indivíduos que têm gosto e apetência por criar empresas e novos negócios.

O empreendedor gosta de conceber e norteia a sua vida com o objetivo de liderar projetos, seja a nível pessoal ou a nível profissional. Além disso, gosta de discutir soluções em vez de se concentrar em problemas e tem particular interesse em sair da sua zona de conforto e provar que é capaz de construir, erguer e criar de raiz.

Atualmente, o processo de construção de um negócio está muito mais simplificado do que há dez anos atrás, por exemplo. Existem já várias instituições de apoio ao empreendedorismo, com diversos programas de apoio financeiro e capitais de risco, recetivas a receber iniciativas para a criação de novas empresas ou a desafiar pessoas que perderam o seu emprego a criarem o seu próprio negócio.

Além de todos estes novos mecanismos e plataformas que auxiliam o processo de transformar uma ideia num negócio, foi finalmente criada uma estratégia nacional para o empreendedorismo – algo que ainda não existia e que vem orientar, do ponto de vista macro, o que se fará neste domínio nos próximos anos. Neste sentido, o programa Startup Portugal, apresentado recentemente pelo Governo, vem reforçar o apelo ao espírito empreendedor, ajudando na criação de riqueza nacional.

Assim, há três pontos que são fundamentais à partida: conhecer o mercado, discutir a ideia com pessoas com experiência na área e estruturar um plano financeiro para sentir o potencial do negócio.

O know-how face ao mercado e ao setor pode fazer a diferença no sucesso ou insucesso de um negócio, pelo que é crucial que o empreendedor conheça bem os terrenos que pisa. Um dos passos seguintes é a discussão da ideia com pessoas ligadas ao empreendedorismo, mas também com amigos que nada têm a ver com a área e que nos ajudem a perceber se, de facto, a ideia acrescenta valor ao mercado.

É neste contexto que a construção de um plano de negócios se torna a chave para analisar a viabilidade do projeto, permitindo-nos avaliá-lo numa lógica de oportunidade e não de necessidade.

Creio que é este o modelo que Portugal e os empreendedores portugueses terão de seguir se quiserem continuar num caminho de crescimento, utilizando a tecnologia, a inovação e o capital humano como alicerces.

Não é por acaso que Lisboa vai receber, este ano, o maior evento europeu de empreendedorismo e tecnologia. A oportunidade está aí. Vamos aproveitá-la.

Artigo escrito por Pedro Mourato Gordo, CEO da Zarph

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