O futuro das profissões jurídicas em debate na Católica

A Universidade Católica Portuguesa organizou um JobShop e reuniu algumas das mais relevantes figuras da magistratura, da supervisão e da advocacia. O diretor do Jornal Económico, Filipe Alves, moderou o debate sobre o futuro da profissão.

Cristina Bernardo

Durante o JobShop da Universidade Católica, algumas das mais relevantes figuras da magistratura, da advocacia e do meio empresarial debatem questõesde  grande importância para o futuro dos alunos e da profissão. O painel “Futuro das Profissões Jurídicas” contou com as presenças de Lucília Gago, Procuradora-Geral da República, Isabel São Marcos, juiza conselheira do Supremo Tribunal de Justiça, João Manuel da Silva Miguel, diretor do Centro de Estudos Judiciários, Gabriela Figueiredo Dias, presidente da CMVM, Guilherme Figueiredo, Bastonário da Ordem dos Advogados, Benjamim Mendes, da DLA Piper ABBC, e Antonio Villacampa Serrano, da Uría Menéndez-Proença de Carvalho. O debate foi moderado pelo diretor do Jornal Económico, Filipe Alves.

A Procuradora-Geral da República, Lucília Gago, começou por dizer que os jovens licenciados se devem pautar por uma postura “de rigor e isenção” e o respeito pela “lei e Constituição”. A juiza conselheira Isabel São Marcos sublinhou “o entusiasmo”, a “isenção” e a “imparcialidade”, entre principais características de um licenciado.

Para o diretor do Centro de Estudos Judiciários, João Manuel da Silva Miguel, “uma profissão em que não sejamos felizes não é uma profissão. Todos devem ter uma ideia do que querem fazer na vida”. Já Gabriela Figueiredo Dias, presidente da CMVM, destacou o “sentido público, agilidade e flexibilidade”.

Antonio Villacampa Serrano, da Uría Menéndez-Proença de Carvalho, afirma que “a atitude e a forma de estar é mais importante que as competências técnicas”. Benjamim Mendes, da DLA Piper ABBC, concorda. “A atitude é algo que se revela essencial”. Já Guilherme Figueiredo, Bastonário da Ordem dos Advogados, salienta a ligação entre “conhecimentos técnicos e questões de natureza ética”.

“O Ministério Público pauta-se pelo respeito pelos outros operadores judiciais”, acrescenta a Procuradora-Geral da República, Lucília Gago. Na mesma linha, Isabel São Marcos explica que “ser juiz é saber conviver com os problemas que se colocam todos os dias, mas também esquecê-los depois de o decidir”.

João Manuel da Silva Miguel, diretor do Centro de Estudos Judiciários, tem um lema sobre o que deve ser um magistrado: “saber fazer, saber ser e saber estar”. Gabriela Figueiredo Dias, presidente da CMVM, afirmou que a “CMVM é serviço público porque protege o investidor e defende a estabilidade dos mercados financeiros”.

A importância da Inteligência Artificial para a advocacia foi ainda um assunto comentado por Antonio Villacampa Serrano, Benjamim Mendes e Guilherme Figueiredo. Em 2030, segundo estudos norte-americanos, apenas 15% das tarefas nos serviços jurídicos estarão automatizadas. E, entre essas, as mais “aborrecidas”. Ou seja, segundo os oradores deste painel, os jovens advogados passam a estar disponíveis para trabalhar em “desafios mais aliciantes”.

Recomendadas

Fundação Santander lança mil bolsas para curso de negócios digitais

A Fundação Santander lançou mil bolsas que dão acesso ao curso Digital Business Development do Técnico+ Formação Avançada, unidade de pós-graduação do Instituto Superior Técnico.

Nova SBE abre centro de conhecimento dedicado à inovação aberta criada pelo utilizador (com áudio)

É o novo centro de conhecimento da escola de negócios de Carcavelos e tem como objetivo produzir e disseminar conhecimento na área da gestão da inovação.

Prémio de Empreendedorismo Professor José Adriano atribuído a professora do Politécnico de Leiria

Leopoldina Alves foi reconhecida pelo seu contributo para a afirmação de uma cultura de empreendedorismo no ensino superior politécnico em Portugal. Recebeu o prémio no encerramento do Poliempreende maior iniciativa do género no país.
Comentários