O imobiliário como alternativa

No contexto atual de volatilidade dos mercados financeiros, e face às relativamente baixas taxas de remuneração que as instituições financeiras ou corporativas oferecem, muitos investidores com os mais variados perfis procuram hoje produtos alternativos para remunerar adequadamente o seu capital, dentro ou fora dos bancos. Face a esta necessidade, poderá a curto prazo o investimento […]


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No contexto atual de volatilidade dos mercados financeiros, e face às relativamente baixas taxas de remuneração que as instituições financeiras ou corporativas oferecem, muitos investidores com os mais variados perfis procuram hoje produtos alternativos para remunerar adequadamente o seu capital, dentro ou fora dos bancos. Face a esta necessidade, poderá a curto prazo o investimento em imobiliário voltar a ser contemplado como um produto considerado seguro e rentável?
A maioria dos ativos imobiliários prime nunca deixaram de ser rentáveis, e em alguns sectores específicos, é possível até que a sua performance tenha melhorado face ao período pré-crise. Não obstante, é raro existir uma carteira de ativos compostos apenas por imóveis de topo, sendo a rentabilidade global muitas vezes resultante da ponderação entre o valor gerado por “bons” ativos e outros de plano secundário.
Ainda assim, segundo os dados estatísticos do IPD para um universo de mais de metade dos ativos imobiliários de rendimento detidos por empresas e institucionais em Portugal, a performance imobiliária relativa ao ano de 2013 foi positiva. Mesmo num contexto adverso, os resultados apontam para que o imobiliário – do qual se excluem terrenos e imóveis para promoção – tenha gerado uma rentabilidade total na ordem dos 1,3%. Não sendo, à primeira vista, um resultado propriamente empolgante, há que notar que na composição deste retorno concorrem, com uma contribuição negativa, o reconhecimento das depreciações dos valores capitais dos imóveis, e ao mesmo tempo, com uma componente positiva, o retorno de rendas, que se verificou ser acima dos 5%. Este último dado é de enorme importância pois indica que, apesar do mercado ocupacional se encontrar ainda debilitado, as rendas pagas têm, ainda assim, sido suficientemente rentáveis para contrabalançar, para terreno positivo, a queda do valor dos imóveis. Desta forma, e em teoria, ao verificar-se uma inflexão ou estabilização geral nesses valores, a rentabilidade média do sector irá subir para níveis bastante mais atrativos.
No âmbito da atividade de avaliação imobiliária, o primeiro semestre do ano revelou uma maior estabilidade no valor dos activos na sua generalidade, ao contrário da tendência verificada desde 2008 até ao ano transacto, nos quais foi evidente uma escalada generalizada das yields. Presentemente assiste-se a um decréscimo nas yields prime, o decréscimo do valor do imobiliário perdeu força, e a tendência negativa poderá agora encontrar-se definitivamente em ponto de inversão.
Sem que este artigo constitua qualquer recomendação de compra, arrisco no entanto a afirmar que não só o imobiliário parece hoje mais seguro, como se afigura como um produto de investimento, directo ou indirecto, obrigatoriamente comparável com outra qualquer alternativa de investimento.

José Hermozilha

Consultor Sénior do departamento de Avaliações da CBRE

 

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