O modelo de negócio para o futebol do empresário americano que esteve interessado no Benfica

John Textor apresenta um modelo que poderá permitir baixar os custos com transferências e contratos dos atletas, na procura de fazer frente aos clubes mais ricos. O empresário presente nos campeonatos de Inglaterra, Brasil e Bélgica e agora parece próximo de chegar à liga francesa.

John Textor, empresário norte-americano, esteve interessado em adquirir um participação minoritária no Benfica, no início do ano. A ideia seria os “encarnados” trabalharem em parceria com o Botafogo, clube brasileiro detido por Textor. O negócio acabaria por não se concretizar mas, de acordo com o empresário, este modelo de gestão é o mais eficaz para fazer baixar os custos com as transferências e os contratos dos futebolistas, de forma a bater os clubes mais ricos.

O norte-americano começou a sua caminhada no futebol no ano passado, quando se tornou coproprietário do Crystal Palace, que joga na liga inglesa. Seguiram-se Botafogo, no Brasil, e RWD Molenbeek, na Bélgica, mas o empresário não quer parar por aqui. A “Bloomberg” conta esta quinta-feira que o próximo negócio em vista é a aquisição do Olympique Lyonnais, de França.

Numa entrevista, o empresário explicou o modelo que pretende ver os seus clubes a trabalharem em rede.

“O meu plano no futebol é criar um ecossistema de clubes de primeiras ligas que trabalhem entre si e que vão beneficiar da partilha de um pegada global de identificação de talento.”

Um modelo ‘multiclubes’ que é a visão de vários outros empresários norte-americanos que têm entrado no negócio do futebol nos últimos anos. A ideia é que, ao partilhar os futebolistas entre as equipas, a necessidade de gastar grandes quantias em transferências e contratos de futebolistas, assim como em comissões de empresários, vai ser um cenário em grande parte posto de lado.

“Estou meramente a tentar demonstrar que abordagens alternativas à competitividade devem ser exploradas e encorajadas”, reiterou Textor.

Para o empresário, de 56 anos, este modelo permitiria aos clubes envolvidos baterem-se aos clubes mais ricos do futebol mundial, detidos por multimilionários (muitos deles enriqueceram com o sector da energia), como são os casos do PSG, Manchester City ou Chelsea.

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