O que é a etiqueta energética e como interpretá-la?

Sabe escolher os eletrodomésticos mais eficientes para a sua casa? Aprenda a fazê-lo através da interpretação correta da etiqueta energética.

Escolher eletrodomésticos para a casa é uma decisão importante, sobretudo se queremos fazê-lo de forma ponderada para poupar na fatura da luz. Mas como é que sabemos se estamos a fazer a escolha mais adequada? Os aparelhos eletrónicos têm uma etiqueta energética, exatamente para ajudar nessa decisão. Explicamos como interpretar toda essa informação, neste artigo realizado pelo ComparaJá.pt.

O que é a etiqueta energética?

A etiqueta energética é uma ferramenta de apoio ao consumidor aquando da escolha de eletrodomésticos e de outros aparelhos consumidores de energia, para que escolha os produtos energeticamente mais eficientes.

Este rótulo apresenta todas as características dos aparelhos consumidores de energia para que possa compará-los e fazer uma escolha ponderada que vá ao encontro das suas necessidades e que implique um menor esforço financeiro.

A etiqueta energética é válida em toda a União Europeia e tem de ser utilizada, obrigatoriamente, em todos os Estados-membros, sendo que não precisa de tradução, uma vez que é cada vez mais desenvolvida com base em símbolos e valores de consumo de energia, permitindo quantificar o desempenho energético e identificar o tipo de produto a que se refere, sendo facilmente interpretada em qualquer língua.

Em 2021 foi introduzida uma nova escala para classificar a eficiência energética dos aparelhos. Esta medida foi posta em prática no mercado nos últimos tempos e tem como objetivo tornar a informação mais clara para todos os consumidores.

Resumindo, esta etiqueta atribui uma classe energética aos equipamentos, com base numa escala, consoante a energia que estes gastam no desempenho das suas funções.

Em que consiste a escala energética da etiqueta?

A nova escala energética tem 7 classes que vão da A à G, sendo que a primeira é a mais eficiente e a última a menos eficiente. Esta nova classificação veio substituir a escala anterior que subdividia a classe A em 4 categorias (A, A+, A++ e A+++).

Visto que as diferenças de eficiência entre estas categorias podiam ser bastante significativas, chegando um aparelho classificado como A+++ a consumir até menos 30% do que um produto de classe A ou até mesmo menos 60%, no caso de eletrodomésticos de refrigeração, a escala da etiqueta energética mudou de forma a não induzir em erro os consumidores, já que a grande maioria dos eletrodomésticos situava-se entre as categorias da classe A.

etiqueta-energética-online

Através da nova escala é mais fácil interpretar a classificação de cada aparelho. Por exemplo, um produto que antigamente seria da classe A agora poderá estar classificado como classe D, de forma a que possa mais claramente distinguir equipamentos de classes altas dos de classes intermédias.

A nova etiqueta energética apresenta também um formato renovado, com grafismos que permitem ao consumidor identificar facilmente as máquinas e aparelhos mais eficientes do mercado.

Que produtos contêm esta classificação?

Esta etiqueta foi desenvolvida para identificar:

  • Produtos consumidores de energia, tais como equipamentos residenciais (frigoríficos, máquinas de lavar, etc.);
  • Produtos que, apesar de não utilizarem energia diretamente, influenciam o seu consumo, tais como, por exemplo, um reservatório de água quente;
  • Produtos com elevada penetração de mercado;
  • Produtos com elevado potencial de redução de consumo energético e impacto ambiental.

Como interpretar a etiqueta energética?

A etiqueta energética foi desenvolvida para ser única no Espaço Económico Europeu, através da utilização de uma linguagem neutra com recurso a imagens e símbolos em vez de texto, de forma a que possa ser compreendida por todos os consumidores europeus.

Desta forma, um produto comercializado em Portugal deverá apresentar a mesma etiqueta energética que o mesmo produto comercializado em qualquer Estado-membro da Europa.

Existem produtos de diversas categorias e, por isso, a escala de eficiência energética e/ou os símbolos que constam da etiqueta energética podem variar. No entanto, existem elementos que são comuns a todas as categorias etiquetadas:

  1. Nome do fornecedor ou marca e identificação do modelo;
  2. Classe energética;
  3. Escala de eficiência energética que é representada através de setas coloridas que distinguem os produtos mais eficientes dos menos eficientes, através de uma cor e letra associadas ao seu desempenho;
  4. Consumo anual de energia em kWh;
  5. Imagens que representam algumas das características dos produtos etiquetados.

Para além da etiqueta energética, também deve ser disponibilizada a ficha de produto. Este é um documento informativo, obrigatoriamente traduzido e apresentado na língua oficial do país no qual o eletrodoméstico é vendido.

Onde encontrar a etiqueta energética?

Tal como o preço, a eficiência energética é um dos fatores de decisão na compra de um eletrodoméstico. Como tal, a etiqueta energética deve estar presente sempre que o produto é apresentado, seja na loja física, na loja online ou nos folhetos promocionais.

No caso de lojas físicas, cada produto exposto deve apresentar a etiqueta energética completa de modo a que seja imediatamente visível para o cliente consultar.

Face aos produtos vendidos em embalagens, a etiqueta deve ser diretamente impressa ou colada nas mesmas, como é o caso das lâmpadas, cuja indicação da classe energética deve estar junto ao preço de venda no expositor, bem como constar na etiqueta energética completa, impressa na embalagem.

Na loja online, a classe energética deve ser indicada junto da ficha de características do produto e a etiqueta deve estar disponível para consulta através de uma hiperligação que permita visualizá-la.

Porque é que é tão importante prestar atenção à etiqueta energética?

Decerto que, algumas vezes, vezes temos tendência a escolher determinado produto apenas com base no preço – quanto mais barato, melhor, pois significa que estamos a poupar. No entanto, no que diz respeito a eletrodomésticos, esta nem sempre é a melhor prática.

Normalmente, o tempo médio de vida dos equipamentos mais baratos costuma ser inferior, pelo que é provável que tenha de voltar a gastar dinheiro noutro, mais cedo do que estava a contar. Para além disso, consomem mais energia, representando um custo mais elevado ao final do mês, podendo acabar por não compensar o pouco investimento que fez.

Desta forma, é importante que analise a etiqueta energética de cada produto e compare vários consumos e preços, de forma a fazer a escolha mais adequada às suas necessidades financeiras e também energéticas.

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