O que pode esperar Juncker de 2016

Se alguém na União Europeia tem a tentação de pensar que 2016 será mais tranquilo que 2015, pode ir colocando de parte essa ideia

A Comissão Europeia de Jean Claude Juncker cumpriu em novembro de 2015 o primeiro dos seus cinco anos de vida. É só uma quinta parte da legislatura mas nesse período não faltou nada: um país membro, a Grécia, esteve perto de sair do euro; uma guerra comercial com a Rússia pela sua intervenção na Ucrânia; uma crise de refugiados que questiona os pilares da livre circulação de pessoas na União Europeia; o maior atentado terrorista em solo europeu numa década e a ativação, pela primeira vez na história, da cláusula de defesa mútua do Tratado da União Europeia.

No entanto, e apesar destes antecedentes, se alguém na União Europeia tem a tentação de pensar que 2016 será mais tranquilo que 2015, pode ir colocando de parte dessa ideia. As instituições europeias vão continuar a apagar incêndios.

Com a exceção da possível saída da Grécia (que parece, por agora, colocada de parte), a maioria dos dossiers que estavam em cima da mesa este ano continuarão a estar em 2016. E a estes, somam-se outros assuntos, em forma de negociações de alto nível: para evitar que o Reino Unido saia da UE, para fechar o acordo de Comércio Transatlântico (o maior pacto de livre comércio da história; e para consolidar a união bancária.

OJE

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