PremiumO que vai acontecer ao Banco Montepio em 2020?

A agência de rating DBRS emitiu uma nota este mês em que alerta para as moderadas almofadas de capital do Banco Montepio sobre os requisitos mínimos regulatórios impostos pela entidade de supervisão. Mas também alertou para a fraca contribuição dos lucros retidos e para a elevada dependência do principal acionista

A agência de rating DBRS emitiu uma nota este mês em que alerta para as moderadas almofadas de capital do Banco Montepio sobre os requisitos mínimos regulatórios impostos pela entidade de supervisão. Mas também alertou para a fraca contribuição dos lucros retidos e para a elevada dependência do principal acionista. O banco é controlado em 99,9% pela Associação Mutualista Montepio Geral.

A DBRS referiu que “o montante de capital caiu ligeiramente devido ao impacto desfavorável das obrigações relacionadas com o fundo de pensões, refletindo menores taxas de desconto. Por outro lado, a posição de capital beneficiou do aumento da reserva de justo valor na carteira de títulos soberanos”.

De acordo com a decisão do Processo de Revisão e Avaliação da Supervisão (SREP) do Banco de Portugal, o Banco Montepio deve manter para 2019 um CET1 mínimo de 10,1% e o Capital Total de 13,6%, diz a DBRS. Mas ainda não são conhecidos os requisitos para 2020, nomeadamente ao nível do pilar 2 do rácio de capital, que é em função da qualidade do seu balanço.
O Banco Montepio continuará certamente a ser notícia em 2020, quer seja pela rentabilidade, quer seja pelo capital, ou pela estabilização da governance do banco que continuará na agenda.

As respostas a estas perguntas são esperadas no próximo ano: Pedro Leitão vai ser aprovado pelo Banco de Portugal como CEO do banco? A governance do banco vai finalmente estabilizar? Como é que vai ficar a posição de Dulce Mota, actual CEO provisória, no board do banco que tem Carlos Tavares como chairman? Que mudanças serão esperadas no banco pelo facto de o presidente da Associação Mutualista ter mudado, com a saída de Tomás Correia e entrada de Virgílio Lima? Haverá abertura para a entrada de acionistas minoritários no banco da associação Mutualista ou não? Vai finalmente ser vendido o Finibanco Angola ao BNI?

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