O que vai acontecer ao seu dinheiro em 2020?

Um novo ano começa e com ele vêm outros tantos desafios. Uns novos, outros já antigos. Já reparou que a maioria dos desafios é sempre igual. Maior pressão para consumir. Mais desejos de melhoria das condições de vida. E o dinheiro sempre contado. Assim, por que não ser diferente este ano?

Melhorias no mercado de trabalho

Felizmente o mercado de trabalho em Portugal está a mostrar alguns sinais de dinamismo. Estamos com uma taxa de desemprego bastante mais baixa do que no passado e espera-se uma melhoria adicional. Com esta melhoria e esperam-se também melhorias nos salários e condições financeiras. Espera-se um ligeiro aumento dos salários, o que é sempre positivo, mas com grande probabilidade já terá destino a dar a esse dinheiro. Uma dica que pode ajudar é definir já hoje o que fazer ao dinheiro que se espera venha a receber a mais. Por que não destinar uma parte à poupança?

Manutenção das taxas de juro em níveis muito baixos

As prestações com crédito representam uma grande fatia das despesas das famílias em Portugal. Pela positiva, a manutenção das taxas de juro a níveis muito baixos irá fazer com que as prestações com créditos se mantenham controladas e se a isto associarmos a agressividade bancária e a consequente queda dos spreads, uma maior folga nos orçamentos familiares. No entanto, quem tem poupanças irá continuar a ser prejudicado, pois as suas aplicações financeiras sem risco terão taxas de juro muito próximas de zero.

Aumento das comissões bancárias

O cenário de taxas de juro que se espera venha a persistir vai continuar a pressionar os bancos a subir as comissões praticadas junto dos seus clientes. Aliás, talvez já terá conhecimento do desejo dos bancos de cobrar taxas de juro negativas a alguns clientes. Infelizmente, começa com “alguns” para depois passar para todos. Assim, é fundamental manter o critério e procurar os bancos que lhe cobram as comissões mais razoáveis. Talvez, por exemplo, conhecer a oferta das fintechs que têm vindo a aparecer, como sendo a Revolut ou o N26, por exemplo.

Aumento do imposto sobre o crédito

As famílias portuguesas voltaram à dependência do crédito e com isso vêm os aumentos de impostos. Assim, vimos aumentos de impostos em 2019 e veremos novos aumentos em 2020. Logo, se for recorrer ao crédito saiba que terá de pagar mais impostos.

Manutenção da pressão no mercado imobiliário

Temos assistido a uma pressão bastante forte no mercado imobiliário, seja por via do aumento do preço das casas seja pelo aumento das rendas praticadas, em especial nas grandes cidades. Com o atual nível das taxas de juro será de esperar que a pressão não se reduza de forma significativa. No entanto, já temos visto maior contenção e mais critério nas transações, com maior negociação nos preços.

Alguns apoios sociais…

Com o novo orçamento de Estado surgem novidades para as famílias no que toca a alguns apoios sociais e eventuais benefícios em sede de IRS, sendo que os impactos ainda estão por ser conhecidos. No entanto, não será de esperar um grande alívio na generalidade das famílias, pelo que teremos de manter o controlo do dinheiro.

A grande mudança tem de vir de nós

Muda o ano mas só mudará alguma coisa de forma mais significativa se a mudança começar em nós. Na prática, a utilização do dinheiro é um reflexo daquilo que nos vai na alma. Procuramos compensação no consumo e nos bens materiais. Procuramos compensar os nossos filhos pela nossa falta de tempo. Mas esquecemo-nos que as coisas mais valiosas da nossa vida não têm um preço. Logo, se queremos mudar alguma coisa temos de começar pela forma como olhamos o nosso dinheiro. Por perceber o papel (secundário) que o dinheiro tem de ter nas nossas vidas.

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