O recuo do Estado Social pode trazer boas oportunidades ao setor segurador?

Esta é a questão colocada pelo OJE MAIS SEGURO a vários CEO’s de seguradoras a operar a Portugal e que aceitaram, nesta edição que assinala o 7.º aniversário do OJE MAIS SEGURO,  o desafio de analisar o presente de olhos postos no futuro. Porque o fazem, eles próprios, todos os dias na sua atividade. E […]

Esta é a questão colocada pelo OJE MAIS SEGURO a vários CEO’s de seguradoras a operar a Portugal e que aceitaram, nesta edição que assinala o 7.º aniversário do OJE MAIS SEGURO,  o desafio de analisar o presente de olhos postos no futuro. Porque o fazem, eles próprios, todos os dias na sua atividade. E porque assumem também, na sua atividade, a responsabilidade de antecipar aquilo que pode acontecer, com maior ou menos probabilidade, a médio e longo prazo.

O ponto de partida é o inequívoco recuo do Estado Social a que os portugueses assistem hoje, muitos deles de coração nas mãos. Os apoios que outrora sustentaram famílias em momentos de sobressalto, de rutura ou de infortúnio começaram há muito a escassear. Os recursos falham no momento do desemprego, falham na doença e até na morte. O Estado começou a demitir-se de parte das funções que havia chamado a si, acusando algum desgaste dos modelos que implementou e que se revelam hoje inviáveis. Outras haviam já passado para em definitivo para o setor privado, como aconteceu com os acidentes de trabalho, atualmente a cargo do setor segurador. Já no desemprego, na reforma, na doença e na morte, abrem-se cada vez mais as portas para a complementaridade do setor privado. Que não está ao alcance de todos. E que o setor segurador terá de analisar para definir claramente até onde pode ir a sua intervenção. O mais difícil será certamente a criação de uma oferta suficiente flexível para chegar ao maior número possível de cidadãos. A reflexão impõe-se. Algumas conclusões começam a tomar forma.

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