O regresso da hidrologia médica aos cursos de medicina?

A Associação das Termas de Portugal (ATP) defende que os cursos de medicina deveriam voltar a incluir a componente de hidrologia médica como forma de “reconhecimento e maior aposta no termalismo de saúde”. Em declarações à agência Lusa, a presidente da ATP considerou que “era importantíssimo e essencial” que o ensino dessa especialidade – que […]

A Associação das Termas de Portugal (ATP) defende que os cursos de medicina deveriam voltar a incluir a componente de hidrologia médica como forma de “reconhecimento e maior aposta no termalismo de saúde”.

Em declarações à agência Lusa, a presidente da ATP considerou que “era importantíssimo e essencial” que o ensino dessa especialidade – que pode ser usada tratamento de doenças musculoesqueléticas, respiratórias, de pele ou digestivas – voltasse a ser incluído nos currículos de “todos os cursos de medicina, bem como de outros na área da saúde”.

“A hidrologia médica é uma cadeira que deveria ser obrigatória nos cursos de medicina e era importante que se continuasse a aprender nas cátedras de medicina e que a terapêutica termal continuasse a ser ensinada de maneira a que o público prescritor estivesse totalmente ciente de que esta é uma alternativa de terapêutica”, sublinhou Teresa Vieira.

A dirigente ressalvou que o Instituto de Ciências Médicas Abel Salazar da Universidade do Porto já tem um mestrado integrado na área e que a Faculdade de Medicina da Universidade da Beira Interior tem realizado várias formações extracurriculares nesta área, mas reiterou que “é preciso ir mais longe e alargar o ensino a todos”.

A inclusão do termalismo “na agenda daquilo que é a oferta da rede de cuidados de saúde” e a reposição da comparticipação estatal em termos dos tratamentos termais são outras das reivindicações apresentadas pela ATP.

Teresa Vieira sublinhou que os tratamentos termais são “reconhecidos pela tutela e realizados em unidades prestadoras de cuidados de saúde”, pelo que também devem estar em “igualdade de circunstâncias relativamente a outras terapêuticas que se dirigem às mesmas patologias”.

“Essa comparticipação funcionaria como uma valia para o prescritor, que obviamente procurará, dentro do que é a rede de cuidados, a terapêutica mais adequada e menos dispendiosa”, afirmou.

Segundo Teresa Vieira, tal traduzir-se-ia em “ganhos efetivos em termos da saúde dos utilizadores e da economia de saúde”, como comprovam os “estudos médico-económicos que demonstram que a prática termal permite uma poupança de gastos”.

“O conhecimento dos factos indica que a aposta num programa preventivo de tratamento termal reduz as situações de cronicidade, de agravamento e de agudização da doença, as quais penalizam os doentes e conduzem a tratamentos mais caros”, fundamentou.

De acordo com os dados fornecidos, existem atualmente 48 instâncias termais licenciadas, 35 das quais em pleno funcionamento, que geram cerca de cinco mil postos de trabalho e que, em 2013, tiveram uma procura superior aos 100 mil utilizadores.

 

OJE/Lusa

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