O segredo é não ter segredos – A era da colaboração

Qualquer organização que queira vingar no mundo atual terá de partilhar e colaborar. Não ter segredos é o novo segredo do sucesso.

O segredo é a alma do negócio. Esta foi durante muito tempo a máxima que levou a inúmeros sucessos empresariais durante o ido século XX. Mas com a globalização do mercado, o crescimento da internet e a democratização do seu acesso, esta máxima deixou de fazer sentido. Nunca o indivíduo em geral, assim como as organizações, tiveram tanta influência no complexo mapa de conhecimento global. A facilidade de partilha veio criar um crescimento exponencial de informação disponível, mas não obrigatoriamente de conhecimento.

O conhecimento e a inovação resultam da conjugação correcta das várias peças de informação disponíveis, e a extensão do seu alcance resulta da precisão do seu encaixe, que apenas pode ser atingido com a operação conjunta entre quem as detém. É nisto que consiste a colaboração, na acção conjunta de entidades, partilhando informação de forma transparente com o intuito de criar novo conhecimento, inovação que lhes permita enfrentar o actual mundo de constante disrupção. O sucesso desta forma conjunta de lidar com desafios baseia-se então na transparência, na partilha total da peça de informação que cada um detém, o que se obtém se não houver segredos, se houver confiança. A confiança ganha-se quando se trabalha no sentido de um propósito comum, de uma convicção alinhada de que o ganho conjunto é claramente superior ao individual, e é a base de qualquer relação de colaboração.

Na realidade económica actual esta colaboração tem vindo a ser a chave do sucesso num mundo em constante mudança, e tem vindo a demonstrar que não vinga quem se adapta mas quem cria a disrupção e assim molda o futuro. Apesar da complexidade de alinhar propósitos e conseguir colaborações de sucesso, têm sido estas que têm criado as grandes mudanças de paradigma neste século. Começando pela Apple com a AT&T na génese do que são hoje os smartphones e as redes móveis de dados, passando pelo Tea2030, que junta vários competidores (Unilever, Tata Global Beverages, Twinings entre outros) para garantir o futuro do mercado, ou ainda aqui mais perto o Continente com o seu clube de Produtores, e porque não os primeiros mas importantes passos dados no sector público com a política de dados abertos (Open data).

Qualquer organização, seja ela pública ou privada, que queira vingar no atual mundo de frenética mudança não o consegue fazer sozinho, terá de partilhar, colaborar e confiar, e terá de ser totalmente transparente nessa colaboração. Não ter segredos é o novo segredo do sucesso.

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