“O senhor almirante nunca foi para a noite?”. Capelão da Marinha criticou declarações de Gouveia e Melo

“O senhor almirante que aguarde pela Justiça. Julgar sem saber não corre nada bem”, continuou o capelão na rede social, onde é seguido por milhares de pessoas. 

Yuricatalano/Unsplash

O capelão da Marinha Licínio Luís defendeu os fuzileiros suspeitos de matarem o agente da PSP Fábio Guerra e lançou fortes críticas ao vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, chefe da Marinha, depois deste ter acusado os fuzileiros de mancharem a farda, de acordo com o “Expresso”.

“Os jovens estavam a divertir-se e foram provocados. O senhor almirante nunca foi para a noite? Nunca bebeu uns copos?”, escreveu o missionário Passionista no Facebook, numa publicação entretanto apagada.

“O senhor almirante que aguarde pela Justiça. Julgar sem saber não corre nada bem”, continuou o capelão na rede social, onde é seguido por milhares de pessoas.

O “Expresso” avança que Licínio Luís e Gouveia e Melo já se reuniram e o capelão terá pedido desculpas e adiantado que não queria colocar em causa a autoridade do comandante da Marinha portuguesa.

De acordo com a publicação, a Marinha já se encontra a analisar a exoneração do capelão, apesar de já ter acontecido um pedido de desculpas.

Na mesma publicação, o capelão terá escrito que os jovens estavam todos a divertir-se na noite de Lisboa e que “os jovens têm direito a ser respeitados, os jovens da PSP estavam no mesmo âmbito e alcoolicamente tão bem-dispostos como os nossos”.

Fábio Guerra morreu na sequência de um espancamento ao tentar separar os fuzileiros de um cidadão estrangeiro. Atualmente, os dois fuzileiros, Cláudio Coimbra e Vadym Hrynko, estão em prisão preventiva e já admitiram as agressões ao jovem da PSP.

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“O agente Fábio Guerra honrou, até às últimas consequências, a sua condição policial e o seu juramento de ‘dar a vida, se preciso for’, num gesto extremo de generosidade e sentido de missão. Disso nunca nos esqueceremos”, continua a PSP.
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