“O Velho e o Mar salgado”

Necessitamos de ser humanos, reais, construtores de saberes e de sentimentos. Os anos passam a uma velocidade veloz e nós passamos através deles e um dia seremos velhos, talvez rodeados de solidão e de memórias intemporais. Nós teremos o conhecimento e a história do nosso lado, as vitórias e os fracassos, as alegrias e as tristezas, a gastronomia e os sabores que só os velhos conhecem no âmago do seu ser.

Somos insulares e vivemos intensamente o azul profundo, belo, agressivo e misterioso da nossa mais nobre fronteira: o mar.

Somos ilhéus e vivemos numa Região Autónoma rodeada por uma “ultraperiferia existencial”.

As nossas tradições, o nosso sentir e o nosso ser diluem-se nesta região de beleza agreste e pura.

A cultura ancestral e geracional está plasmada nos nossos genes e o futuro surge no nosso horizonte.

Que Madeira queremos e que marca vamos deixar no “Planeta Azul salgado”?

Somos um quarto de milhão, mas no nosso coração somos a humanidade. O desenvolvimento sócio-político-económico da nossa região permitiu a inversão da pirâmide etária. Hoje somos menos jovens, mas mais velhos…e o mar continua aqui ao lado.

A uma sociedade envelhecida de valores e de atitudes caberá uma mudança de paradigma e de filosofia de vida.

Somos mais velhos e mais dependentes!

O legado, a experiência e a cultura passam para as gerações mais novas. Os valores ancestrais renascem em cada novo ser.

Porque abandonamos os nossos mais velhos?

O valor mais nobre do Homem é o amor e é na Família que se constrói o amor. Devemos começar “de novo” e construir uma rede de elos fortes e duradouros no seio familiar.

Precisamos de comunicar, de olhar nos olhos, de viver no mundo real e de sentir as sensações e as emoções dos gestos. Devemos abandonar o mundo alienado, inconsequente e fragmentado de um dispositivo móvel. Navegar é preciso…mas no mar!

Devemos aprender a amar, dar valor aos gestos, criar empatia, plantar virtudes, cultivar a inteligência emocional e viver intensamente a vida.

Nas redes WEB não somos autores, nem protagonistas, somos apenas virtuais, vazios e abstratos.

Necessitamos de ser humanos, reais, construtores de saberes e de sentimentos. Os anos passam a uma velocidade veloz e nós passamos através deles e um dia seremos velhos, talvez rodeados de solidão e de memórias intemporais.

Nós teremos o conhecimento e a história do nosso lado, as vitórias e os fracassos, as alegrias e as tristezas, a gastronomia e os sabores que só os velhos conhecem no âmago do seu ser.

Seremos felizes se envelhecermos ao lado de quem nos ama e de quem sempre recordará a nossa “marca”, o nosso olhar e o nosso sorriso.

Somos uma região envelhecida, orgulhosa do seu legado no mundo, mas principalmente do seu legado ilhéu. Para nós a Família é o centro de tudo. Pois nós, no Arquipélago da Madeira somos poucos, mas no nosso coração somos o Mundo.

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