Obras no subtroço Pampilhosa-Santa Comba Dão na linha da Beira Alta vão avançar

Em causa está um investimento de 74,7 milhões de euros e um prazo de execução de 810 dias.

As obras no subtroço Pampilhosa–Santa Comba Dão, na linha da Beira Alta, vão avançar de imediato, depois de ontem, dia 10 de dezembro, a IP – Infraestruturas de Portugal ter procedido à consignação da empreitada de modernização deste lanço, inserido no projeto de aumento de capacidade no transporte de mercadorias no segmento de transportes ferroviários em Portugal.

Em causa está um investimento de 74,7 milhões de euros e um prazo de execução de 810 dias.

“A intervenção que agora se vai iniciar no troço entre Pampilhosa e Santa Comba Dão, além de assegurar a modernização do mesmo, irá ligar a um troço de nova linha – a Concordância da Mealhada – que permitirá uma movimentação do serviço ferroviário no sentido Norte-Sul direta da Linha do Norte para a Linha da Beira-Alta, ganhando assim a rede ferroviária nacional um aumento de capacidade na sua gestão”, assinala um comunicado da IP.

A obra em causa prevê a execução, entre outras, das seguintes intervenções em 34 quilómetros de via, com substituição integral da superestrutura de via com utilização de travessas monobloco polivalentes em betão e carril 60 E1; alteração do ‘layout’ da estação de Mortágua para cruzamento de comboios de 750 metros de comprimento e otimização das condições de exploração; remodelação da estação de Mortágua e apeadeiros, incluindo alteamento, alargamento e prolongamento de plataformas, edifícios e acessibilidades; reabilitação/reforço de túneis (dez) e pontes (oito); supressão de passagens de nível (Luso e Mortágua) e construção dos respetivos desnivelamentos; construção de ligação direta eletrificada entre a linha do Norte e a linha da Beira Alta, a norte da estação da Pampilhosa, com 3,2 quilómetros; construção de estação técnica com linha de resguardo com 820 metros entre estacas limite para funcionar como ‘buffer’ de entrada e saída da linha do Norte; construção de viaduto ferroviário com cerca de 1,2 quilómetros; e construção de infraestruturas de suporte à componente de sinalização e telecomunicações e implementação de RCT+TP.

“Com a conclusão das intervenções previstas no âmbito da modernização da linha da Beira Alta, prevê-se alcançar uma redução de mais de 120 milhões de tonCO2eq até 2046 e ao mesmo tempo aumentar em cerca de 20% o número de comboios a circular por ano e de 26% do número de toneladas/ano transportadas por esta linha”, destaca a IP.

A linha da Beira Alta, principal ligação ferroviária à Europa, faz parte da rede ‘core’ da Rede Transeuropeia de Transportes (RTE-T) e integra o Corredor Ferroviário de Mercadorias nº 4.

A IP acrescenta que, “no quadro do Plano de Investimentos Ferrovia 2020, a ligação Porto/Aveiro – Vilar Formoso (através da linha da Beira Alta) é definida como um projeto prioritário que visa reforçar a ligação do Norte e Centro de Portugal com a Europa por caminho-de-ferro, de modo a viabilizar um transporte ferroviário de mercadorias eficiente, potenciando o aumento da competitividade da economia nacional”.

A ‘Empreitada de Modernização da Linha da Beira Alta do troço Pampilhosa – Santa Comba Dão e Construção da Concordância da Mealhada’ integra a Ação 2015-PT-TM-0395-M – Ligação Ferroviária Aveiro-Vilar Formoso no Corredor Atlântico: Linha da Beira Alta (Pampilhosa-Vilar Formoso), aprovada ao abrigo do Programa CEF (Mecanismo Interligar a Europa), com uma taxa de cofinanciamento de 85%, assegura a gestora da rede ferroviária nacional.

Recomendadas

PremiumAfinal, pensão de mil euros vai subir mais 60 euros do que o previsto

Tanto a inflação que conta para o aumento das pensões, como o crescimento económico superaram as expectativas, obrigando o Governo a atualizar as pensões acima do que estava previsto.

Supervisor do BCE insta bancos a prepararem-se para “impactos adversos” (com áudio)

O presidente do Conselho de Supervisão do Banco Central Europeu (BCE), Andrea Enria, instou hoje os bancos da zona euro a preparem-se para “impactos adversos”, admitindo uma “possível recessão” devido à vulnerável situação económica, exacerbada pela crise energética.

PremiumOrçamento da câmara de Caminha não prevê 300 mil euros de rendas a devolver

O presidente da câmara pediu a devolução de 300 mil euros pagos ao promotor de centro de exposições. Mas verba não está prevista no orçamento. Oposição diz que edil não tem esperanças de receber.
Comentários