“Odisseia Nacional” do D. Maria II, um teatro em périplo pelo continente e ilhas

Durante 2023, o Teatro Nacional D. Maria II vai desenvolver um programa extramuros e levar a todas as regiões de Portugal continental e ilhas um vasto leque de iniciativas. Envolver públicos e comunidades na descentralização da cultura é um dos objetivos desta “Odisseia”, com início marcado para janeiro.

Teatro Nacional D. Maria II

A “Odisseia Nacional” do Teatro Nacional D. Maria II arranca já em janeiro de 2023, na região Norte do país, onde permanecerá até ao final de março. Seguem-se depois o Centro, de abril a junho, os Açores, em julho, a Madeira, em setembro, e as regiões do Alentejo e Algarve, de outubro a dezembro.

Mas vamos por partes. O que é isso da “Odisseia Nacional”? Dito de uma forma simples, é o programa de itinerância criado pelo Teatro Nacional D. Maria II para, durante o próximo ano, percorrer 93 concelhos de todas as regiões de Portugal continental e ilhas. Motivo? A sua casa no Rossio, Lisboa, vai encerrar para um ano de obras de requalificação, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência. As propostas são diversificadas e abarcam desde espetáculos e projetos com comunidades locais, a ações de formação, lançamentos de livros e atividades para escolas.

O projeto “Odisseia Nacional” vai desenrolar-se durante todo o ano de 2023 e foi desenvolvido em torno de cinco programas:

Peças: integra espetáculos, projetos de criação e lançamentos de livros.

No âmbito das produções próprias, serão apresentadas três peças: “Casa Portuguesa”, de Pedro Penim; “O Misantropo – Por Hugo Van Der Ding e Martim Sousa Tavares a partir Molière”, com encenação de Mónica Garnel; e “A Farsa de Inês Pereira”, com texto e encenação de Pedro Penim, a partir de Gil Vicente. Ao nível das coproduções, serão apresentadas três peças com companhias sediadas fora do eixo Porto-Lisboa (LAMA Teatro; Teatro da Didascália e Teatro do Bolhão; e Terceira Pessoa); quatro coproduções com artistas emergentes: Alice Azevedo, Bestiário, Tita Maravilha e Venâncio Calisto; duas coproduções com artistas reconhecidas e de projeção nacional: Djaimilia Pereira de Almeida e Zia Soares; e Raquel Castro.

A estes juntam-se o espetáculo dirigido à juventude (de Estrutura e Dori Nigro) e três espetáculos internacionais – “Hopeless”, de Sergiu Matis, da Roménia/Alemanha; “Silence, Silence, Silence, Please”, do ucraniano Pavlo Yurov; e “La vie invisible”, com encenação da francesa Lorraine de Sagazan.

Atos: agrupa 43 projetos de participação que se dividem em três grandes eixos temáticos: Paisagem, Património e Pessoas, envolvendo 16 estruturas artísticas, que pretendem valorizar o tecido cultural nacional e promover práticas cívicas junto das comunidades.

Frutos: programa dedicado ao universo escolar, composto por quatro projetos, dirigidos a todos os ciclos de ensino: “Falas Estranhês?”, de Inês Fonseca Santos e Manuela Pedroso, com encenação de Catarina Requeijo, dedicado ao pré-escolar; Visitas Encenadas para o 1º ciclo, com coordenação da Plataforma 285; Oficinas de Teatro para o 2º e 3º ciclo, desenvolvidas por diversas atrizes e atores; e um Laboratório Teatral, para o Ensino Secundário, desenvolvido a partir de cinco espetáculos do programa “Peças”.

Cenários: no final de cada trimestre de 2023, o TNDM II irá apresentar uma reflexão sobre o percurso da “Odisseia Nacional” e o trabalho regional: “Cenários Passados”, em Guimarães, no mês de março; “Cenários Presentes”, em Torres Vedras, em junho; e “Cenários Futuros”, a realizar em Loulé, em dezembro.

Nexos: Programa que coloca as competências técnicas e de gestão do D. Maria II ao serviço de equipamentos parceiros da Odisseia Nacional e da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses, através de ciclos de formação e capacitação, incluindo, nomeadamente, formações dirigidas a artistas com e sem deficiência e S/surdos e para educadores de infância.

O próximo ano vai servir, igualmente, para aprofundar alguns projetos de continuidade e que serão integrados na “Odisseia Nacional”, no âmbito do programa Peças, a saber: os três espetáculos estreados em 2022 pela Rede Eunice Ageas – “Ainda Marianas”, de Catarina Rôlo Salgueiro e Leonor Buescu/Os Possessos “Outra Língua”, de Keli Freitas, Raquel André, Nádia Yracema e Tita Maravilha; e ainda “Zoo Story”, que conta com a direção de Marco Paiva; do PANOS – Palcos novos palavras novas, coordenado por Sandro William Junqueira, numa parceria com o BPI/Fundação la caixa, que também está por trás do Próxima Cena que estreia o espetáculo “Nau Nau Maria”, de Alice Azevedo; do Clube dos Poetas Vivos, coordenado por Teresa Coutinho; e do Ciclo Antecipar o Futuro, em coautoria com a Associação Cultural Bóia e em parceria com a NTT Data.

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