OE2020: Chega vê proposta de redução do salário dos políticos chumbada no Parlamento

A proposta de redução “excepcional” dos salários dos políticos foi chumbada por todos os partidos, na apreciação das propostas de alteração ao Orçamento do Estado (OE2020), na especialidade.

Cristina Bernardo

O Parlamento chumbou esta segunda-feira a proposta do Chega de reduzir em 12,5% o vencimento mensal ilíquido dos titulares de cargos políticos. A proposta de redução “excepcional” dos salários dos políticos foi chumbada por todos os partidos, na apreciação das propostas de alteração ao Orçamento do Estado (OE2020), na especialidade.

“Num país onde se morre numa lista do SNS [Serviço Nacional de Saúde] a espera de um ato médico, onde os polícias para defender as suas vidas precisam de tirar do seu orçamento familiar para comprar coletes aprova de bala, onde cada vez mais pessoas vivem na rua, onde idosos deixam de comer para poderem comprar medicamentos; não é justo que os políticos não sejam solidários para com estes portugueses”, lê-se na proposta de alteração apresentada pelo Chega.

Segundo o deputado único do Chega, André Ventura, a aprovação da proposta seria “um gesto de solidariedade muito concreto da classe política para com os mais pobres”.

André Ventura tinha inicialmente anunciado que iria propor uma redução entre 5 a 7,5% nos salários dos deputados. “Sendo deputado, espero poder ser o primeiro a dar o exemplo dessa redução de vencimento. Sei que alguns dirão que isto é populismo, outros que é demagogia”, explicou o deputado, após apresentar a proposta de alteração ao OE2020 na Assembleia da República.

E sublinhou: “Não aceito que deputados, o Presidente da República ou um ministro tenham os vencimentos que têm quando médicos, chefias na administração interna e outros lutam para ter um salário mínimo”.

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Em comunicado, a plataforma salientou que “foi sem surpresa, mas com indignação”, que confirmou que “o Governo e o partido (PS) que o suporta na Assembleia da República aprovaram o Orçamento do Estado para 2023, sem nele incluírem a suspensão ou abolição das portagens nas Scut da Beira Interior (A23, A24 e A25)”.
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