OE2022: Medina diz que crescimento da economia é “sinal de confiança” dos trabalhadores e das empresas

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 11,9% face a período homólogo, e 2,6% em relação ao quatro trimestre de 2021, destacou o ministro das Finanças enunciando os dados revelados esta sexta-feira pelo INE. “É um enorme sinal de confiança que os trabalhadores e as empresas nos estão a dar e que temos de estar à altura para continuar”, declarou.

O ministro das Finanças, Fernando Medina, inaugurou o segundo dia de debate do Orçamento de Estado para 2022 (OE2022) na generalidade a destacar as vitórias da economia portuguesa no primeiro trimestre deste ano.

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 11,9% face a período homólogo, e 2,6% em relação ao quatro trimestre de 2021, destacou enunciando os dados revelados esta sexta-feira pelo INE. “É um enorme sinal de confiança que os trabalhadores e as empresas nos estão a dar e que temos de estar à altura para continuar”, declarou.

Em cadeia, a economia cresceu 5,9% o ano passado, sustentou, acrescentando que a taxa de desemprego foi “a mais baixa dos últimos 18 anos”.

Medina refere que “a recuperação mais lenta da pandemia nalgumas zonas do mundo e a invasão da Rússia à Ucrânia” são obstáculos ao crescimento, e contribuem para o aumento do custo de vida. A inflação aumentou para 7,2% em abril, segundo dados do INE. Ademais, o Banco Central Europeu deu lugar a uma nova política monetária, com a admissão de uma possível subida de juros ainda este ano.

O ministro volta a referir que as “contas certas são necessárias” para garantir a sustentabilidade das empresas e o rendimento das famílias, indicando as medidas conduzidas para mitigar a subida dos preços e apoiar as famílias e empresas. “Evitamos os erros do passado que iriam contribuir para espirais inflacionistas e subidas do rendimento que se revelariam ilusórias”, argumenta.

Para concluir, defende, mais uma vez, que o objetivo deste Executivo é “retirar Portugal da lista dos países mais endividados da Europa”.

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