OE2023: IL acusa PS de estratégia deliberada de “país medíocre” para se perpetuar no poder

O líder da IL acusou hoje os socialistas de usar uma “estratégia deliberada” de transformar “Portugal num país medíocre” com o objetivo de se perpetuar no poder porque, “se o país se desenvolver, deixa de votar no PS”.

Lusa

“Quando o PS cria um país onde se perde o amor à liberdade, a confiança, a ambição, a independência face ao Estado, a noção de que o estado deve estar ao serviço das pessoas e de que ninguém está acima da lei, estamos a falar de criar um país que se prepara para perder o futuro”, alertou João Cotrim Figueiredo na intervenção do encerramento do Orçamento do Estado para 2023 (OE2023) que decorre esta manhã no parlamento.

O ainda presidente da IL considerou que “esta estratégia de transformar Portugal num país medíocre é ao mesmo tempo tão poucochinho, tão bizarra, tão incompreensível, mas tão sistemática que não pode ser acaso”.

“Só pode ser uma estratégia deliberada do PS e o que é que visa esta estratégia deliberada do PS? Visa tão só perpetuar o PS no poder porque o PS sabe que se o país se desenvolver deixa de votar no PS”, acusou.

Antes de traçar o retrato do “país medíocre”, Cotrim Figueiredo defendeu que o OE2023 é mais um orçamento de António Costa “em que nada de estrutural muda”.

“Porque, num mundo em mudança rápida e profunda, não reformar é ficar parado, é ser ultrapassado, como aliás temos sido e vamos continuar a ser, agora pela Roménia. Demonstra uma falta de coragem de encarar os problemas de frente, de preferir os paninhos quentes, de preferir os remendos”, criticou.

Para o líder da IL, “esta estratégia de ignorar os problemas à medida que eles se acumulam faz lembrar aquela história do sapo na panela de água a aquecer”, ou seja, aquelas situações em que não se reconhece “um problema enquanto a sua severidade vai aumentando até assumir proporções catastróficas”.

“A estratégia de sapo do PS e de António Costa, está a transformar Portugal num país medíocre. Um país que vai perdendo as qualidades de que mais precisa para se desenvolver e enfrentar os desafios do futuro”, lamentou.

Aproveitando para saudar o 25 de Novembro, Cotrim Figueiredo acusou o PS de “criar um país que perdeu a noção de que é o Estado que deve servir as pessoas, e não o contrário”, considerando que se perdeu “a noção de que baixar impostos não é tirar dinheiro dos cofres do Estado, é deixar dinheiro no bolso das pessoas”.

“O PS está a criar um país que perdeu a noção de que ninguém está acima da lei. A sucessão de casos de políticos e governantes envolvidos em casos de compadrio ou favorecimento, são aguentados até ao último momento pelo primeiro-ministro e mostram esta degradação do respeito pela lei”, condenou.

Considerando que “o PS acha que tudo pode”, o presidente da IL apontou “a lata” dos socialistas de, a propósito da atualização das pensões em 2023 “e só para não reconhecer” que “vai haver perda de valor real das pensões”, apresentou uma alteração ao OE2023 que mais não era do que uma tentativa “de corrigir a não aplicação da lei através de um mecanismo que também não cumpre a lei”.

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