OE2023: Orçamento tem de ser “elástico para permitir vários cenários”

O Presidente da República considerou que o Orçamento do Estado tem de ser “elástico” e disse que “é preciso ir reajustando” a sua aplicação, face “às incógnitas” em relação ao futuro.

TIAGO PETINGA/LUSA

O Presidente da República considerou que o Orçamento do Estado tem de ser “elástico para permitir vários cenários” e apontou que “é preciso ir reajustando” a sua aplicação, uma vez que “há tanta incógnita” em relação ao futuro.

“O Orçamento do Estado, isso toda a gente disse, é um orçamento muito flexível. A Comissão Europeia disse isso, os deputados disseram no parlamento, porque é um orçamento feito baseado naquilo que se sabe hoje, não se podendo prever com certeza – certeza nunca se tem – mas com o grau de probabilidade maior como é que vai evoluir no futuro”, apontou.

Falando aos jornalistas no final de participar na cerimónia de Juramento de Hipócrates da região Sul, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que “os fatores de fora pesam muito cá dentro”, pelo que o Orçamento do Estado para o próximo ano “tem que ser um orçamento elástico para permitir vários cenários, um cenário que corra pior, um cenário que corra melhor”.

“Aquele que corre pior é aquele que obriga a que, em última análise, tenha de haver ajudas sociais porque a situação se complicou, um cenário melhor é aquele em que a guerra termina mais depressa, a inflação desce, volta a crescer a economia e então a intervenção já não é tão longa nem tão profunda como seria no cenário pior”, sustentou.

Quanto à execução do Orçamento do Estado para 2023, o chefe de Estado considerou que “todos os orçamentos têm que ser muito exigentes no dia a dia, este mais porque há tanta incógnita, tanta dúvida, tanta dúvida, tanta dúvida que é preciso ir reajustando a aplicação ao longo de todo o ano”.

Questionado sobre existe uma forte probabilidade de o Governo ter de reforçar os apoios sociais no próximo ano, o Presidente da República defendeu que “no cenário pior sim, no cenário melhor não”.

E sustentou que “o cenário pior é a guerra durar, entrar pelo ano” e se registar “um primeiro semestre todo ele ainda com influência da guerra, os preços altos e com a situação económica difícil porque não cresce”.

“Se isto passar rapidamente ou mais rapidamente e forem três meses em vez de seis, e for menos intenso e menos grave, então aí já as ajudas têm de ser menores, mas tem que se estar preparado para tudo”, alertou.

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