Oeiras acolhe o poder do Novo Design na 1.ª Bienal de Artes e Ofícios

Manualidades, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade são os temas chave da 1.ª Bienal de Artes e Ofícios a decorrer entre 22 e 25 de setembro em vários espaços de Oeiras. Os novos artesãos lá estarão para mostrar a sua garra.

De 20 a 25 de setembro, o público vai poder assistir ao nascimento de uma nova Bienal, cuja ambição é pôr o sector novamente sob os holofotes. Trata-se da 1.ª edição da Bienal de Artes e Ofícios – Novo Design, cuja programação reflete o espírito da “Nova Bauhaus Europeia” e da busca de sustentabilidade para um sector que tem vindo a reinventar-se.

Razão pela qual o arranque do certame é marcado por uma conferência internacional, que reúne especialistas da Alemanha, Itália, França, Suíça e EUA, sem esquecer Portugal, a 20 e 21 de setembro. Focada nas “artes & ofícios do século XXI – estratégias para o agora”, a conferência irá promover diversos painéis para debater questões como as políticas de apoio ao artesanato, educação e formação, e estratégias de resiliência económica, entre outros tópicos relevantes para o sector.

Dália Paulo, em representação do projeto Loulé Criativo, Graça Ramos, do Portugal à Mão, Catarina Portas, de A Vida Portuguesa e Depozito, e Fatima Durkee, da Passa ao Futuro – a associação que assina a curadoria da conferência, da mostra e das curtas – são alguns dos nomes e projetos que irão participar na conferência que terá lugar no auditório municipal Eunice Muñoz.

De quinta a domingo haverá mais de 30 expositores representando os ofícios presentes nas  diversas regiões do país, a par de workshops e masterclasses, e atividades no âmbito da educação ambiental.

A mostra decorre no mercado municipal de Oeiras, de 22 a 25 de setembro, onde estarão em destaque as áreas têxtil, cerâmica, vidro, madeira, cestaria, metais e pele e couro. O mercado será ainda palco das oficinas abertas ao público, que incluem misteres como o bordado de Arraiolos, a estampagem, a tecelagem, a olaria e a cestaria, entre outros, ao passo que o Largo 5 de Outubro e o pátio do Centro Cultural Palácio do Egipto serão o epicentro dos ateliês e performances a realizar no fim de semana.

A apresentação da Bienal sublinha que a mesma nasceu da “preocupação em contribuir para a estruturação do sector” e também da “necessidade de haver um ensino profissional dentro da área”. Catarina Valença Gonçalves, fundadora e diretora-geral da Spira, entidade que organiza o evento, reforça em comunicado que “o objetivo é conseguirmos, de alguma forma, criar uma ponte com formação especializada de nível internacional  sediada aqui em Portugal, bem como ter políticas que permitam ao público generalizado poder chegar aos territórios, experimentar e usufruir dessas profissões e atividades com as pessoas que as colocam em prática”.

A associação por detrás da 1.ª Bienal de Artes e Ofícios, a Spira, especializada em projetos de revitalização patrimonial, está sediada no Alentejo, mais concretamente no Alvito. Na sua carteira de projetos figuram a criação da Rota do Fresco, da Bienal Ibérica de Património Cultural e da plataforma patrimonio.pt.

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