Preços das casas em Portugal em risco de subirem ainda mais com falta de casas no mercado

No mês de abril, o número de imóveis para venda era de 135 mil, em comparação com os 150 mil que se registavam no final do ano passado.

Margarida Grossinho

A oferta de casas para venda registou uma descida de 6% nos primeiros quatro meses do ano, quando comparado com o final de 2021, de acordo com os dados revelados pela consultora imobiliária digital Imovendo esta quarta-feira, 25 de maio.

Entre janeiro e abril, o mercado imobiliário deu “sinais de escassez de imóveis para venda, em especial nas grandes cidades (…) o que pode provocar uma escalada de preços a curto prazo, especialmente nas grandes cidades”.

No mês de abril, o número de imóveis para venda era de 135 mil, em comparação com os 150 mil que se registavam no final do ano passado. As maiores quebras verificaram-se no segmento de apartamentos, enquanto a oferta de moradias continuou estável.

No primeiro quadrimestre de 2022 foram vendidos 38 mil imóveis, sendo que 13 mil dos quais no mês de abril. Em relação à Imovendo, a consultora transacionou no período em análise 10 milhões de euros em imóveis usados, o que significou uma subida de 60%, em relação ao ano de 2021.

Analisando já aquilo que poderá ser o primeiro semestre para a compra e venda de habitação, a consultora aponta para uma estabilização nas regiões de Lisboa e Porto e espera alcançar os 50 milhões de euros em transações, duplicando assim o valor registado no mesmo período do ano anterior.

Nélio Leão, CEO da Imovendo, explica que “ainda existe muita incerteza quanto a uma subida das taxas de juro, que a acontecer terá de ser ou em julho e/ou em setembro de 2022 meses em que a comissão executiva do BCE se reúne com os governadores dos bancos centrais da zona euro, mas estima-se que esse aumento se possa situar nos 25pb caso o mesmo ocorra”.

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