Oito profissões que vão desaparecer com a chegada do automóvel autónomo

O automóvel autónomo está, literalmente, ao virar da esquina. 2020 é o ano fixado pelas marcas como ponto de inflexão para a indústria. Até 2025, esta tecnologia vai conduzir-nos até à total robotização da condução.

Mark Blinch / Reuters

Uma mudança radical num contexto do qual depende uma grande variedade de profissões que parecem ter os dias contados para reconverter-se ou, em muitos casos, desaparecer. Estes são oito exemplos de empregos que serão ameaçados pela chegada do automóvel autónomo:

Condutores profissionais: Provavelmente, a profissão mais afetada, especialmente nos transportes públicos. O automóvel autónomo irá provocar o despedimento de condutores para contratar engenheiros, uma transição de dimensão incalculável;

Professores de escolas de condução: A educação da condução deixa de fazer sentido. Serão os automóveis a tomar as suas próprias decisões, a coordenar-se e a velar pela segurança tantos dos ocupantes como dos peões;

Distribuidores: Neste caso, e em termos tecnológicos, estes profissionais estão ameaçados pelos veículos autónomos mas também pelos drones. Têm-se vindo a desenvolver formas de efetuar entregas a clientes sem intermediação humana;

Analistas de tráfego: As entidades que controlam o tráfego rodoviário, dedicadas à constante atualização e supervisão das incidências que possam ocorrer nas estradas.

Agentes de mobilidade: A regulação do tráfego deixará de ser necessária. Além disso, as multas vão descer drasticamente pois a adaptação à velocidade máxima permitida na via será feita de forma automática e as sanções por estacionamentos irregulares diminuirão ou desaparecerão. Estes dois aspectos são dois dos pilares fundamentais das multas que são impostas.

Agricultores: A condução autónoma não se limita unicamente ao automóveis. A tecnologia também vai chegar aos tratores e em menos tempo do que se imagina. A outra grande transformação, a viragem para os motores eléctricos, também terá lugar neste setor.

Agentes de seguros: Estão obrigados a adaptar-se às grandes mudanças. O aumento de segurança proporcionado pelos “autónomos” vai provocar uma baixa de preço dos veículos com esta tecnologia, enquanto que os carros convencionais passarão a ter um preço do seguro maior, uma vez que o humano será o grande risco das empresas e não os automóveis autónomos.

Pessoal de manutenção: Os pontos negros das estradas vão desaparecer. Os robots vão adaptar a condução às condições da via e não será assim necessária a implantação ou renovação de todo o tipo de sinais de tráfego no asfalto.

 

 

 

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