Oito recomendações da aliança europeia das startups pecam por ser pouco ambiciosas e não vinculativas

O ecossistema de inovação ainda está de pé atrás perante a European Startup Nations Alliance, por uma eventual falta de influência política nas instituições da União Europeia e capacidade de canalizar recomendações políticas, segundo um inquérito da Portugal Tech League.

Startup Braga

O ecossistema de inovação ainda está de pé atrás perante a Aliança Europeia das Nações de Startups (ESNA – European Startup Nations Alliance), nomeadamente por uma eventual falta de influência política nas instituições da União Europeia e capacidade de canalizar recomendações políticas, segundo um pequeno inquérito levado a cabo pela Portugal Tech League.

Mais de quatro em cada dez inquiridos (44%) crê que a natureza não vinculativa e os termos legais do Startup Nations Standard of Excellence – as oito recomendações da Comissão Europeia para que o ecossistema europeu de inovação seja ainda mais atrativo para startups até 2030 – podem ser um obstáculo à sua adoção.

Para os participantes no estudo da Portugal Tech League, a mais-valia desde o conjunto de oito melhores práticas para impulsionar o desenvolvimento de startups e scale-ups na Europa é o facto de estabelecer um caminho para unificar o mercado único e traçar uma rota de crescimento consistente.

“A ESNA está numa posição única para construir confiança e consenso entre todos no ecossistema. É evidente que os stakeholders têm grandes expectativas no que diz respeito ao seu potencial impacto no crescimento do ecossistema de startups europeu. No entanto, receiam a falta de recursos e a falta de influência político-institucional no seio da Comissão Europeia”, dizem os fundadores da Portugal Tech League, numa declaração conjunta enviada à imprensa.

O acesso ao financiamento e a atração e retenção de talento são destacados por mais de 52% dos respondentes como prioritários, de acordo com o envolveu 40 entrevistados (representantes de associações empresariais, CEO ou fundadores de startup/scale-ups, académicos e investidores).

Pouco mais de metade (53%) dos inquiridos espera que a ESNA – que ficará sediada em Lisboa – seja suficientemente dotada de recursos e proporcione a liderança estratégica que o ecossistema de startups europeu necessita. Especificamente, 38% diz ser fundamental que a ESNA assuma um papel de liderança no mapeamento e na promoção de melhores práticas políticas para startups, bem como na alavancagem da massa crítica construída ao longo do tempo para propor melhorias e novas normas para futuras revisões dos oito tópicos. Ainda assim, 50% pretende que a ESNA assuma um mais papel político.

“O relativo ceticismo ou pessimismo notado em algumas das respostas tem menos a ver com as medidas anunciadas e mais com a necessidade de amadurecimento político e legal de que o ecossistema necessita”, segundo os fundadores desta organização (CIP, Amazon Web Services, Google, Talkdesk, Microsoft, Allied for Startups, Eupportunity, European Startup Network, Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa, GeSI, Investors Portugal, Startup Portugal, Startup Sesame, Sapo Tek e sociedade de advogados VdA).

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