Olha o robot

A utilização de robots em armazém e em processos fabris é já ampla


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Não querendo invocar o tema dos “Salada de Frutas”, valerá a pena olhar com um pouco mais de atenção para o tema dos robots, cada vez mais presentes nos nossos dias em diferentes formas. Não são apenas os brinquedos ou gadgets tecnológicos, nem os “humanoides” que vamos vendo, mas também as “máquinas inteligentes” que estão cada vez mais presentes na indústria e que têm vindo a competir com os humanos no mercado laboral. Estima-se que o “mercado global” de robots seja hoje superior a 30 mil milhões de dólares e que esse número possa ser multiplicado por 5, nos próximos 5 anos.

A utilização de robots em armazém e em processos fabris é já ampla, por exemplo, a Tesla terá atualmente na sua fábrica na Califórnia cerca de 160 robots especialistas distintos, incluindo uma dezena que se diz serem dos maiores a nível mundial. A Toyota anunciou recentemente o investimento de mil milhões de dólares em Silicon Valley num projeto de desenvolvimento de robots e inteligência artificial. O Japão, um dos líderes mundiais “neste campeonato”, já demonstrou o seu empenho em apresentar um Robot Olímpico aquando dos jogos de 2020.

A demografia atual aponta para um envelhecimento da população nos países desenvolvidos e os robots e os automatismos são uma resposta a considerar para manter os níveis de produtividade e qualidade de vida destas economias. Nas economias em desenvolvimento, não é possível suster as expectativas salariais da força de trabalho, pelo que é importante ganhar competitividade com a utilização de robots e automatismos que permitam “compensar” os custos crescentes com a mão-de-obra.

A melhoria de performance de sensores e microprocessadores e a generalização das comunicações à distância, vão tornar os robots cada vez mais pequenos, baratos, eficientes e autónomos, ganhando destreza e flexibilidade. Esta evolução vai abrir o leque de potenciais utilizações e iremos, cada vez mais, vê-los a trabalhar lado a lado com os humanos.

Para quem pretende diversificar a sua carteira de investimentos, alocando parte dos seus investimentos diretamente a este tema, é hoje possível encontrar fundos de investimento temáticos dedicados em exclusivo a esta mega tendência, investindo em empresas que estão na vanguarda desta automatização e robotização. Mesmo para quem não queira dedicar já uma parte dos seus investimentos diretamente a este tema, convém ter uma ideia do tipo de empresas que vão ser mais impactadas com as próximas gerações de robots que ai vêm, para o bem e para o mal.

Rui Castro Pacheco
Head of Asset Management do Banco Best

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