Ómicron ameaça o futebol. Premier League cancela jogos e Europa pode seguir tendência

Após duas temporadas com a Covid-19 presente no futebol europeu, a perda de receitas ascende a quatro mil milhões de euros, segundo relatório da European Club Association (ECA). Se os estádios voltarem a fechar, o negócio de bilheteira será o mais afetado e poderá levar a uma queda nas receitas por clube de 40% do seu negócio normal.

A rápida propagação da nova variante da Covid-19, a Ómicron, começa a ameaçar a normal continuidade das ligas europeias de futebol e, consequentemente, a rentabilidade dos clubes e das competições. Este fim de semana na Premier League foram cancelados seis encontros devido à nova variante, o que fez regressar os receios sobre uma nova interrupção de uma das competições mais populares do mundo.

A competição britânica anunciou que na semana passada um total de 42 pessoas entre jogadores e funcionários dos clubes tiveram resultado positivo.

Em resposta ao crescimento dos casos de infeção, o Reino Unido voltou a impor a obrigação de usar máscara em locais públicos fechados e de os cidadãos mostrarem o certificado da Covid-19 em bares. Boris Johnson, o primeiro-ministro do país, lançou há poucos dias a campanha de vacinação de reforço, sem limite de idade a partir dos 18 anos. As medidas surgem após o novo recorde de infecções diárias alcançado pelo país, 88,3 mil pessoas, a maior incidência da Europa.

Após duas temporadas com a Covid-19 presente no futebol europeu, a perda de receitas ascende a quatro mil milhões de euros, segundo relatório da European Club Association (ECA). Se os estádios voltarem a fechar, o negócio de bilheteira será o mais afetado e poderá levar a uma queda nas receitas por clube de 40% do seu negócio normal, segundo cálculos do portal “Palco 23”.

Fora do futebol, outros países da Europa já começaram a tomar medidas mais severas para tentar conter a propagação do vírus. É o caso da Bélgica, que, no início do mês, decidiu encerrar escolas, bares e restaurantes a partir das 23h e proibir reuniões de grandes grupos e atividades indoor.

“Estamos a enfrentar uma quinta onda massiva”, declarou Karl Lauterbach, ministro da Saúde da Alemanha. O país alemão foi um dos primeiros a introduzir medidas para tentar conter a expansão da variante, como é o caso do acesso restrito às lojas apenas para vacinados e a intenção de trazer ao parlamento uma lei para impor a vacinação obrigatória no próximo ano. Os jogos da Liga dos Campeões na Alemanha foram disputados sem adeptos nas bancadas, embora, na Bundesliga, o governo tenha decidido reduzir o número de espectadores nas bancadas para 15 mil espectadores.

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