OMS convoca reunião para discutir nova variante do vírus

No seguimento do aparecimento de uma variante da Covid-19, no Reino Unido, a Organização Mundial de Saúde anunciou que se vai reunir de urgência para preparar uma estratégia que fará frente à nova estirpe.

Organização Mundial de Saúde

A Organização Mundial da Saúde (OMS) vai convocar uma reunião para discutir estratégias para combater a nova variante mais infecciosa do SARS-CoV-2 que surgiu na Grã-Bretanha, disse o representante europeu esta terça-feira, sem avançar, no entanto, uma data para esta conferência.

“Limitar as viagens para conter a propagação é prudente até que tenhamos melhores informações. As cadeias de abastecimento de bens essenciais e as viagens essenciais devem continuar a poder acontecer”, disse o director regional da OMS, Hans Kluge, no Twitter, pedindo mais medidas preventivas.

Kluge adiantou ainda que a organização está a “monitorizar de perto” esta nova estirpe, que “parece propagar-se mais facilmente”, mas pouco se sabe relativamente à sua gravidade, pelo que é essencial “aumentar as medidas preventivas”.

O órgão com sede em Genebra pediu calma na reacção à estirpe, dizendo que é uma parte normal da evolução de uma pandemia e elogiando a Grã-Bretanha por detectá-la. Em comunicado, a OMS repetiu que ainda não há informações suficientes para determinar se a nova variante pode afectar a eficácia da vacina, dizendo que as investigações estão em curso.

Por cá, a Direção-Geral da Saúde (DGS) considera que esta nova estirpe do vírus é expectável, assegurando que não é “motivo de preocupação”.

O ministro da Saúde britânico anunciou o aparecimento de uma nova variante do vírus no passado dia 14 de dezembro, altura em que se registou uma nova onda de casos confirmados por Covid-19. Apesar de não parecer causar uma infeção mais grave do que o coronavírus mais comum na Europa, existem também fortes indícios de que o contágio será efetivamente mais rápido, dada a alteração nas espigas que compõem a estrutura exterior do organismo infecioso. Os responsáveis das farmacêuticas responsáveis pelas vacinas já submetidas para aprovação dizem-se confiantes que as alterações não afetem a eficácia das inoculações.

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