OMS preocupada com “tsunami de casos” das variantes da Covid-19

O diretor geral da Organização Mundial de Saúde reforçou o apelo para que os países compartilhem as vacinas de maneira mais equitativa

A circulação simultânea das variantes Delta e Ómicron está criando um “tsunami de casos”, disse o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, em conferência de imprensa esta quarta-feira, segundo a “Reuters”.

“Delta e Ómicron agora são ameaças de igual forma, elevando os casos a números recordes, levando a picos de hospitalização e mortes”, afirmou Tedros, admitindo estar “muito preocupado que a Ómicron, sendo altamente transmissível e espalhando-se ao mesmo tempo que a Delta, esteja a levar a um tsunami de casos”.

Tedros reforçou o apelo para que os países compartilhem as vacinas de maneira mais equitativa e alertou que a ênfase em reforços nos países mais ricos poderia deixar as nações mais pobres sem vacinas.

O diretor-geral sublinhou que a OMS está a fazer uma campanha para que todos os países atinjam a meta de 70% de cobertura vacinal até meados de 2022, o que ajudaria a acabar com a fase aguda da pandemia.

Em Portugal o epidemiologista Manuel Carmo Gomes sublinhou que a variante sul africana é “aparentemente não tão patogénica”. Apesar das conclusões o especialista alerto ser  necessário ainda “um pequeno número de dias para confirmar isto, nomeadamente olhando os dados hospitalares que estão mais avançado neste processo de propagação do que” em Portugal.

Segundo Manuel Carmo Gomes é ainda preciso “esclarecer se as pessoas que estão a ser hospitalizadas, por exemplo, no Reino Unido e na Dinamarca, estão a ser hospitalizadas devido à Delta ou à Ómicron”. Ainda assim já é possível concluir que a Ómicron está a substituir a Delta.

 

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