Onde está o principal general de Putin?

Gerasimov não aparece em público desde que visitou as tropas russas na Ucrânia no final de abril.

Valery Gerasimov

Onde está o principal general das Forças Armadas russas? Esta foi a pergunta que muitos fizeram depois da celebração do Dia da Vitória em Moscovo a 9 de maio.

Ao lado de Vladimir Putin na Praça Vermelha só estava Sergey Shoigu, o todo poderoso ministro da Defesa. Shoigu e Sergey Lavrov, o ministro dos Negócios Estrangeiros Sergey Lavrov, são apontados como os ministros mais poderosos do Kremlin.

Valery Gerasimov é o chefe das Forças Armadas da Rússia e não esteve presente na banca de honra na Praça Vermelha na segunda-feira, conforme notaram vários comentadores e meios internacionais.

“Onde está Gerasimov?”, perguntou nas redes sociais o historiador militar Cedric Mas. A ausência da alta patente militar também foi notada por Max Seddon correspondente do Financial Times em Moscovo.

Vários meios avançaram no final de abril que o general foi ferido pelas forças ucranianas durante uma visita às suas tropas no leste da Ucrânia, na região de Kharkiv, e foi evacuado de urgência para a Rússia. No entanto, a informação não foi confirmada oficialmente nem em Moscovo nem nas capitais ocidentais.

A “Newsweek” contactou o ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia para obter um comentário, mas sem sucesso.

O “New York Times” revelou a 1 de maio que Gerasimov tinha-se deslocado à região do Donbass para tentar resolver problemas na linha da frente, como a baixa moral das tropas devido às pesadas baixas provocadas pelas foras ucranianas.

A “Newsweek” revela que um relatório das secretas americanas, e entregue ao presidente Joe Biden, relatava que Gerasimov deslocou-se ao Donbass com um objetivo claro: o exército russo tem de conquistar mais regiões e terminar a guerra o mais rapidamente possível.

O general, segundo o relatório, também tinha como missão recolher informação altamente sensível sobre a invasão e ter uma visão mais clara sobre o progresso do conflito.

Apesar de muitos comentadores esperarem que Putin declarasse oficialmente guerra à Ucrânia (para mobilizar reservistas e avançar com um recrutamento generalizado), ou fizesse uma ameaça com armas nucleares, o presidente russo não abordou estes temas. Putin também não referiu a possibilidade de uma vitória russa cidade de Mariupol.

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