ONG pedem à UE que se envolva no Mediterrâneo para salvar migrantes

O apelo destas organizações não-governamentais (ONG) surge numa altura em que um total de 659 migrantes – incluindo 150 menores – esperam há dias a bordo do navio de MSF Geo Barents que um país europeu lhes diga onde podem desembarcar.

Refugees crossing the Mediterranean sea on a boat, heading from Turkish coast to the northeastern Greek island of Lesbos, 29 January 2016.

As organizações SOS Méditerranée, Médicos Sem Fronteiras e Sea-Watch pediram hoje aos países da União Europeia um dispositivo de busca e salvamento no Mediterrâneo Central que salve os migrantes e lhes dê um porto seguro para desembarcarem com brevidade.

O apelo destas organizações não-governamentais (ONG) surge numa altura em que um total de 659 migrantes – incluindo 150 menores – esperam há dias a bordo do navio de MSF Geo Barents que um país europeu lhes diga onde podem desembarcar.

Estas organizações humanitárias sublinharam, em comunicado, que “na época de verão, quando as condições meteorológicas são mais favoráveis para tentar uma viagem tão perigosa, as saídas da Líbia são mais frequentes, pelo que é necessária uma frota adequada de busca e salvamento”.

Desde 2014, o Mediterrâneo é “a rota migratória marítima mais mortal do mundo”, sublinham, lembrando que, desde então, um total de 19.737 pessoas morreram ou desapareceram no Mediterrâneo central.

“Só desde o início de 2022, o número de mortos chega a 907 vítimas. A realidade é provavelmente pior, devido a possíveis naufrágios sem testemunhas”, acrescentam.

Segundo as ONG, a incapacidade da Europa “de se comprometer com um esforço de busca e salvamento no Mediterrâneo central, bem como os atrasos na atribuição de um local de desembarque seguro, prejudicaram a integridade e a capacidade do sistema de busca e salvamento e, portanto, a possibilidade de salvar vidas”.

Na nota, as organizações apontam igualmente o dedo à guarda costeira líbia, considerando que negligencia “a sua obrigação legal de coordenar a assistência” e, quando intervém, “repatria sistemática e forçosamente os sobreviventes para a Líbia, um país que não pode ser considerado um porto seguro segundo a ONU”.

O chefe da missão de busca e salvamento dos Médicos Sem Fronteiras (MSF), Juan Matías Gil, destacou na nota que “desde o início do verão, a equipa de busca e resgate dos MSF realizou três missões no mar”.

“Infelizmente, o primeiro resgate teve um resultado dramático, com 30 pessoas desaparecidas e a morte de uma mulher”, enquanto nas duas operações seguintes “foram salvas um total de 974 vidas”, acrescentou.

Recomendadas

Pentágono afirma que 80 mil soldados russos foram mortos ou feridos na Ucrânia

Cerca de 80.000 soldados russos foram mortos ou feridos desde o início da invasão da Ucrânia, disse hoje o número três do Pentágono, Colin Kahl, salientando que os alvos anunciados pelo Presidente russo, Vladimir Putin, ainda não foram atingidos.

Lapid diz que Israel “cumpriu todos os objetivos” no ataque à Faixa de Gaza

O primeiro-ministro israelita Yair Lapid afirmou hoje que a Operação Amanhecer contra a Jihad Islâmica em Gaza “cumpriu todos os seus objetivos” e que a totalidade do alto comando militar do grupo “foi atacado com êxito em três dias”.

Brasil/Eleições. Juíza pede à PGR investigação contra Bolsonaro por ataque às urnas eletrónicas

A juíza Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil, enviou esta segunda-feira à Procuradoria-Geral da União (PGR) um pedido de investigação contra o Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, por ter feito ataques ao sistema eleitoral num encontro com embaixadores.
Comentários