OPA da Flexdeal sobre a Raize aprovada pela CMVM

A oferta decorre entre 14 a 28 de dezembro de 2020, com data de apuramento de resultados a 29 de dezembro de 2020.

O lançamento da oferta pública de aquisição (OPA) da Flexdeal à fintech de financiamento Raize teve ‘luz verde’ por parte da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) na sexta-feira. A oferta decorre entre 14 a 28 de dezembro de 2020, com data de apuramento de resultados a 29 de dezembro de 2020.

A sociedade de investimento para o fomento da economia (SIMFE) quer adquirir 19% do capital social empresa para gerar parcerias, criar produtos e reforçar o negócio da concessão de crédito.

“É intenção do oferente preservar a independência de ambas as sociedades, mantendo as linhas estratégicas das mesmas sem alterações substanciais às suas correntes atividades. O Oferente declara que é sua intenção que a Sociedade Visada mantenha a sua qualidade de sociedade aberta. O oferente considera que eventuais parcerias que possam ser estabelecidas entre si e a sociedade visada poderão gerar sinergias para ambas as empresas”, esclarece a Flexdeal no prospeto.

O anúncio preliminar da OPA da Flexdeal foi apresentado no final de outubro e dizia respeito a 950 mil ações da Raize, que representam 19% do capital da empresa de crowdfunding. A contrapartida oferecida (preço) foi de 0,90 euros por ação, propondo-se a Flexdeal a oferecer 855 mil euros pelos 19% da Raize, conforme detalha a informação publicada pelo regulador dos mercados.

A oferta, cujo intermediário financeiro é o banco L.J. Carregosa, traduz um prémio de 11,11% sobre o preço médio ponderado das ações nos seis meses anteriores a 30 de outubro (0,81 euros) e um prémio de 26,76% face à cotação da Raize nesse mesmo dia (0,71 euros).

“Contudo, tratando-se de uma oferta parcial e não solicitada, a determinação dos contornos específicos de eventuais acordos ou outros instrumentos a implementar entre o oferente e as sociedade visada, bem como a possível concretização dos demais objetivos visados e de sinergias entre as duas sociedades, incluindo o seu horizonte temporal, dependerão do resultado das negociações que possam vir a ser encetadas entre elas, estando sujeitas ao modelo de governação que as partes entendam apropriado”, salvaguarda o documento enviado à CMVM.

“Do ponto de vista do oferente, caso se concretize alguma negociação futura, a sua política de investimento sairá reforçada com a aproximação entre as duas sociedades, porquanto a atividade da sociedade visada, como do oferente, é direcionada para as pequenas e médias empresas”, refere a SIMFE.

As ações da Raize foram admitidas na bolsa de Lisboa em julho de 2018 depois de terem sido vendidas aos investidores a 2 euros cada.

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