OPA do FC Porto sobre SAD com luz verde

A oferta pública obrigatória de aquisição lançada pelo FC Porto à sua SAD, em outubro, obteve luz verde para avançar ao preço que constava no anúncio preliminar, ou seja 0,65 euros por ação. A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) divulgou parte do relatório de um auditor independente nomeado pelo regulador para fixar o […]

A oferta pública obrigatória de aquisição lançada pelo FC Porto à sua SAD, em outubro, obteve luz verde para avançar ao preço que constava no anúncio preliminar, ou seja 0,65 euros por ação.

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) divulgou parte do relatório de um auditor independente nomeado pelo regulador para fixar o valor mínimo da contrapartida da OPA.

No relatório, o auditor considera que o valor apurado – através de dois métodos – é inferior ao que foi oferecido pelo FC Porto.

“Consideramos que o valor da avaliação é inferior ao valor da oferta, de 0,65 euros/ação, previsto no anúncio preliminar efetuado pelo Futebol Clube do Porto (Oferente) sobre as ações ordinárias representativas do capital social da Futebol Clube do Porto – Futebol, SAD (Sociedade visada)”, indica o relatório.

Os métodos usados pelo auditor foram o da “ótica patrimonial” e o dos “fluxos de caixa descontados”.

“Verificamos que, da ponderação dos dois métodos de avaliação selecionados, foram apurados valores inferiores ao da oferta nos cenários pessimista e moderado. Apenas no cenário otimista se afigura um valor superior, no entanto, tendo em consideração os pressupostos utilizados entendemos que a probabilidade de ser alcançado é muito reduzida”, acrescenta o documento.

Assim, o auditor fixa “a contrapartida mínima da oferta” nos 0,65 euros por ação, “correspondendo à contrapartida preliminarmente anunciada pelo Oferente”.

O FC Porto anunciou a OPA obrigatória a 2 de outubro, dia em que adquiriu 18,79% do capital e dos direitos de voto da SAD à Somague Imobiliária e à Somague Engenharia (sociedades controladas pela espanhola Sacyr Vallehermoso).

Com essa operação, o FC Porto tornou-se acionista maioritário da SAD, passando a deter 60,52% do capital e dos direitos de voto, o que o forçou a lançar a OPA obrigatória.

O presidente do FC Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa, detém 1,67% do capital e o dirigente Reinaldo Teles 0,07% do capital. Assim, no total, o FC Porto e os seus dirigentes detêm um capital da SAD portista de 62,26%.

Outros dois acionistas também detêm participações qualificadas: António Oliveira (11,01%) e Joaquim Oliveira (10,01%).

Na altura do anúncio da OPA, a oferta por ação era 7% superior ao valor em bolsa (na altura, 61 cêntimos). Atualmente cada ação do FC Porto SAD vale 67 cêntimos.

A CMVM pediu a avaliação de um auditor independente (a 10 de outubro) por considerar que havia uma “liquidez reduzida das acções do FCP SAD”.

 

OJE/Lusa

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