OPA falhada não atrapalha planos dos Mello

Os planos de crescimento da José de Mello Saúde mantêm-se, apesar de ter falhado a oferta pública de aquisição (OPA) sobre a Espírito Santo Saúde (ES Saúde), garantiu o presidente da dona dos hospitais CUF, Salvador de Mello. “Preferia ter ganho a OPA à ES Saúde e não ter sido condicionado como penso que fui […]

Os planos de crescimento da José de Mello Saúde mantêm-se, apesar de ter falhado a oferta pública de aquisição (OPA) sobre a Espírito Santo Saúde (ES Saúde), garantiu o presidente da dona dos hospitais CUF, Salvador de Mello.

“Preferia ter ganho a OPA à ES Saúde e não ter sido condicionado como penso que fui neste processo”, afirmou Salvador de Mello na conferência “Portugal em Exame”, com o tema “Três gerações, três visões sobre o país”, organizada pela revista Exame em parceria com o Banco Popular.

Sobre o investimento estrangeiro em Portugal, o gestor considerou “muito positivo”, admitindo que preferia que “não fosse só [realizado] por transferência de propriedade” e mais através de “investimento produtivo”.

“A nossa ambição mantém-se igual à que já era antes da OPA à ES Saúde”, garantiu Salvador de Mello, adiantando que a dona dos hospitais CUF vai continuar a crescer, porque o mercado nacional tem “oportunidades de crescimento”.

“As necessidades da população, na área da saúde, são cada vez maiores”, acrescentou.

Em curso, está um investimento de 150 milhões na expansão da CUF Descobertas e, em plano, a criação de clínicas de proximidade perto dos hospitais do grupo bem como uma maior dispersão geográfica no território nacional, adiantou.

À questão sobre “o músculo financeiro” que a Fidelidade, controlada pelos chineses da Fosun, trará à ES Saúde, Salvador de Mello contrapôs com “a situação financeira muito saudável” da José de Mello Saúde.

“Praticamente não temos dívida. Temos um cash flow muito interessante que nos permite encarar os investimentos com tranquilidade”, declarou.

Salvador de Mello adiantou que a empresa que lidera tem vindo “a crescer a um ritmo de 10% ao ano”, adiantando que “o mercado continua a ter oportunidades de crescimento”.

 

OJE/Lusa

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