Openbank lança corretora online em Portugal na plataforma de gestão de fortunas

O banco online, que faz parte do Grupo Santander, amplia os serviços em Portugal, passando a disponibilizar uma plataforma de ‘trading’ com a possibilidade de negociarem, a partir desta quinta-feira, cerca de 4 mil ações em 25 mercados e 400 ETF.

O Openbank lançou esta quinta-feira um novo serviço nos vários países onde tem atividade, incluindo Portugal. Trata-se de uma corretora online que nasce dentro da Openbank Wealth, que chegou ao mercado português em fevereiro.

A apresentação foi feita à imprensa por conferência, via Microsoft Teams, por Gonzalo Pradas, diretor de Gestão de Investimentos do banco digital que é do grupo Santander. A broker online irá disponibilizar aos seus clientes e a novos clientes 4 mil ações entre nacionais e internacionais, abrangendo cotadas de 25 países e ainda 400 ETF (Exchange Traded Fund).  Mas poderá crescer se forem identificados novos fornecedores de ETF registados em Portugal e se houver interesse.

Esta nova corretora online acrescenta o serviço  de ser o próprio cliente a gerir os seus investimentos. “A plataforma de trading permite que os nossos clientes tomem decisões por conta própria e que se iniciem na negociação de ações, através de uma navegação fácil, direta e intuitiva com todas as funcionalidades necessárias”, afirma Gonzalo Pradas, head of Wealth Management & Chief Investment Officer do Openbank.

Em termos de preço, o Openbank está com uma campanha até meados de março em que as três primeiras compras e vendas de ações no mercado português estão isentas de comissões. “A oferta disponível é vasta, são mais de 4 mil ações em 25 mercados e 400 ETF. Além disso, no lançamento, os clientes do Openbank poderão recuperar até 30 euros das comissões de compra das 3 primeiras operações que realizarem com ações nacionais, internacionais e ETF (fundos cotados em bolsa) entre 10 de dezembro e 12 de abril de 2021”, diz o banco.

O preço para compra ou venda de ações cotadas no mercado português é de 0,2% se a ordem for até 75 mil euros, com um preço mínimo de 10 euros, e de 0,15% se for superior a esse montante, neste caso sem preço mínimo. No caso das ações internacionais, o custo das operações será de 0,2% para todas as operações, independentemente do montante, com um preço mínimo de 30 euros. Já as comissões de custódia destas ações tem um custo de 0,16%, num mínimo de 12 euros.

Não haverá um montante mínimo de investimento para utilizar na broker. “O montante mínimo é o preço da ação que se vai comprar. Será assim com todas as ações, de todos os mercados. Queremos colocar à disposição dos nossos clientes um montante mínimo real, não um mínimo inventado pelo mercado financeiro”, esclareceu Gonzalo Pradas.

“Com a nova plataforma de trading, o Openbank passa a disponibilizar uma gama completa de serviços online para os clientes do mercado português, reforçando o seu compromisso de ser um banco 100% digital”, diz o banco online em comunicado.

A instituição nota que “os clientes poderão comprar e vender ações e ETF online de forma fácil, nomeadamente através do telemóvel ou computador”.

“O novo serviço está totalmente alinhado com o robot-advisor, uma plataforma de investimento de última geração que é gerida de forma automatizada”, acrescenta ainda o banco em comunicado.

“Para os clientes que preferem investir apoiados pelo Comité de Investimentos do Openbank, em colaboração com a BlackRock, a maior entidade gestora de ativos do mundo, e o Santander Asset Management, o Openbank oferece o robot-advisor, uma plataforma para investimentos de última geração, através da qual se podem subscrever carteiras de fundos de investimento que são geridas de forma automatizada. Assim, com um investimento mínimo de apenas 500 euros, o robot-advisor modifica regularmente as suas estratégias de investimento para adaptá-las aos movimentos do mercado, sem que o cliente tenha que fazer nada”, explica a instituição.

Gonzalo Pradas referiu ainda a crescente importância de as pessoas terem acesso aos mercados de investimento. “É cada vez mais importante que as pessoas tenham controlo sobre o seu futuro financeiro. Investir é uma das melhores maneiras de construir poupanças pessoais ou melhorar a reforma”.

O gestor revelou que o objetivo do Openbank é ser o maior banco digital em Portugal. “O Openbank é o maior banco 100% digital da Europa”, lembra a instituição.

O Openbank é o banco digital do Grupo Santander, com mais de 1,4 milhões de clientes e 11.400 milhões de euros em recursos para clientes. Mas tal como explicou Gonzalo Pradas na conferência de imprensa, não há sinergias com o Banco Santander Totta em termos de partilhas de clientes, já que são dois bancos distintos e com clientes distintos. O gestor explicou que agora em Espanha já há 10% dos clientes do Openbank que têm uma relação comercial também com o Banco Santander, e que antes essa percentagem era menor, “o que demonstra que são bancos com ofertas absolutamente complementares”, disse.

O objetivo, confessou, é trazer essa experiência de complementaridade entre o Openbank e o Santander para Portugal.

Depois de terem lançado o Openbank Wealth em Portugal, Alemanha e Holanda, o gestor explicou que ficou surpreendido com o sucesso da adesão no mercado português que, sem quantificar, se traduziu num volume de negócios em Portugal a superar largamente o volume de negócios no mercado alemão e holandês.

No Openbank Wealth têm as modalidades “Investimos por si”, em que há um gestor que gere o património dos clientes; existe também o robot-advisor do Openbank que é um serviço de investimento automatizado. Há ainda a modalidade de investimento por objetivos.

O gestor do banco online reportou ainda a subida este ano de 22% dos ativos sob gestão nos quatro países onde opera; e o aumento de 34% dos ativos geridos pela broker.

“Tem havido 3,5 vezes mais entrada de clientes do que saídas”, a nível global, diz Gonzalo Pradas.

O Openbank é um banco 100% digital, com sede em Madrid, Espanha, fundado em 1995, e é uma subsidiária do Grupo Santander.

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