OPEP+ concorda no aumento da produção de petróleo em janeiro

Por forte pressão principalmente dos Estados Unidos, a OPEP + aceitou fazer qualquer coisa para combater a subida dos preços do petróleo nos mercados mundiais. A decisão demorou, para desespero dos consumidores.

A OPEP e seus aliados, nomeadamente a Rússia, concordaram esta quinta-feira em manter a sua política de aumento mensal da produção de petróleo, apesar dos temores de que a liberação das reservas de petróleo pelos Estados Unidos e a nova variante do coronavírus Omicron levariam a uma nova queda no preço do petróleo.

O petróleo Brent de referência caiu mais de um dólar depois de o acordo ser divulgado, antes de recuperar algum terreno para ser negociado em torno de 70 dólares o barril, estando agora bem abaixo das máximas de três anos de outubro (86 dólares), mas ainda mais de 30% acima do preço do início de 2021.

Os Estados Unidos pressionaram repetidamente a OPEP + para acelerar os aumentos de produção à medida que os preços da gasolina nos Estados Unidos disparavam e os índices de aprovação do presidente Joe Biden caíam. Confrontado com rejeições da OPEP, Washington disse na semana passada, como forma de pressão, que o país liberaria reservas e inundaria o mercado interno com petróleo.

Temendo esse excesso de oferta, a OPEP +, considerou uma série de opções nas negociações, incluindo manter o aumento de 400 mil barris por dia (bpd) em janeiro ou mesmo aumentar a ainda mais a produção.

Os analistas adiantam que qualquer movimento desse tipo teria colocado a OPEP +, que inclui a Arábia Saudita e outros aliados dos Estados Unidos no Golfo, em rota de colisão com Washington. Mas o grupo renovou o acordo existente para aumentar a produção em janeiro.

“A política triunfa sobre a economia. Os países consumidores exerceram pressão suficiente”, disse o analista Gary Ross, citado pela agência Reuters.

Antes das negociações, o vice-secretário norte-americano da Energia, David Turk, indicou que pode haver flexibilidade na liberação de reservas, afirmando à Reuters que a administração Biden poderia ajustar o momento se os preços do petróleo caíssem substancialmente.

A OPEP + continua preocupada que a pandemia possa mais uma vez reduzir a procura. “Temos que monitorizar de perto o mercado para ver o efeito real da Omicron” disse um delegado da OPEP + após as negociações, citado por vários jornais.

Os ministros da OPEP + têm prevista uma reunião a 4 de janeiro, mas o grupo indicou em comunicado que pode haver um encontro antes disso, exatamente para manter a observação dos mercados dentro de uma malha muito fina.

Recorde-se que a OPEP + tem falhado repetidamente as suas metas de produção, produzindo cerca de 700 mil bpd menos que o planeado em setembro e outubro passados, afirmou a Agência Internacional de Energia (AIE).

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