OPEP+ decide baixar a sua oferta de petróleo em dois milhões de barris diários

A redução da produção de petróleo anunciada esta quarta-feira corresponde ao maior corte na oferta desde maio de 2020. Decisão deverá irritar administração Biden e levar a resposta dos EUA, diz nota de mercado do Citi.

Reuters

A aliança OPEP+, liderada pela Arabia Saudita e pela Rússia, decidiram esta quarta-feira em Viena reduzir a produção de petróleo em dois milhões de barris por dia, o que corresponde ao maior corte na oferta de petróleo desde maio de 2020.

A decisão foi anunciada à imprensa pelo viceministro do Petróleo do Irão, Amir Hossein Zamaninia, no final da  conferência ministerial da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e das dez nações produtoras aliadas, entre elas a Rússia, o México e o Cazaquistão.

O corte anunciado esta quarta-feira pode motivar uma recuperação nos preços do petróleo, que em três meses baixaram de 120 dólares para os atuais 90 dólares por barril devido aos receios quanto a uma recessão global. Em consequência, o dólar valorizou e as taxas de juro norte-americanas também subiram.

Os EUA têm vindo a pressionar a OPEP a não avançar com os cortes, argumentando que os indicadores não sustentam essa decisão, disse à Reuters uma fonte conhecedora do dossier.

As fontes da Reuters salientam que ainda não está claro se os cortes poderão vir a incluir  reduções voluntárias adicionais por parte de membros da aliança, como a Arábia Saudita, ou se levam em conta a atual subprodução por parte do grupo. A OPEP+ não cumpriu a sua meta de produção em agosto em cerca de 3,6 milhões de barris por dia.

“Preços mais altos do petróleo, caso sejam resultado de cortes de produção consideráveis, vão – com toda a probabilidade – irritar a administração Biden” que enfrentará em breve as eleições intercalares nos EUA, indicam os analistas do Citi numa nota divulgada aos mercados.

Assim, complementa a mesma nota, poderão ocorrer reações políticas adicionais por parte dos EUA, “incluindo a libertação adicional de stocks estratégicos”.

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