OPEP+ decide novo aumento moderado da produção de petróleo

Após uma reunião por videoconferência, os ministros do grupo de 23 países, que inclui os 13 membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e 10 aliados, mantiveram a decisão aprovada em junho do ano passado de subir gradualmente a produção global mensal e indicaram que voltam a analisar a situação no dia 2 de junho, indicou a OPEP em comunicado.

A aliança OPEP+, liderada pela Arábia Saudita e pela Rússia, anunciou hoje a aprovação de um aumento da produção de crude em 432 mil barris diários, a partir de 1 de junho.

Após uma reunião por videoconferência, os ministros do grupo de 23 países, que inclui os 13 membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e 10 aliados, mantiveram a decisão aprovada em junho do ano passado de subir gradualmente a produção global mensal e indicaram que voltam a analisar a situação no dia 2 de junho, indicou a OPEP em comunicado.

A nota divulgada faz referência à rota definida no verão passado para recuperar de forma gradual o nível de produção anterior à pandemia de Covid-19, com aumentos mensais moderados, depois de ter sido feito um corte drástico na oferta em maio de 2020 devido à crise causada pela pandemia.

A reunião de hoje teve lugar um dia depois de a Comissão Europeia ter proposto a proibição das importações europeias de petróleo da Rússia, uma medida a concretizar gradualmente até final do ano, na sequência da guerra na Ucrânia.

Mesmo sem estar ainda aprovada pelos países da UE, a proposta levou na quarta-feira a uma subida dos preços do petróleo.

O barril de Brent (de referência na Europa) terminou a sessão de quarta-feira no mercado de Londres a 110,2 dólares, uma subida de 4,82% em relação ao dia anterior, enquanto em Nova Iorque o petróleo WTI subiu 5,27% para 107,81 dólares.

Esta subida contrariou a tendência de descida causada pelas severas restrições impostas na China para travar os novos casos de Covid-19, um fator que tem preocupado os produtores.

Após a reunião da OPEP+ não se realizou conferência de imprensa e na breve declaração final divulgada a aliança limitou-se a assinalar que houve “consenso” na visão de que “os fundamentos do mercado de petróleo apontam para um mercado equilibrado”.

Os ministros chamaram a atenção para “os efeitos contínuos de fatores geopolíticos e questões relacionadas com a pandemia”, no que seria a sua única alusão às perturbações nos mercados de energia depois da invasão da Ucrânia pela Rússia e dos confinamentos na China.

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