OPEP+ deverá anunciar corte na produção de petróleo na próxima reunião (com áudio)

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e os seus aliados está a considerar um corte na produção de petróleo de mais de um milhão de barris por dia na quarta-feira, naquela que será a primeira reunião presencial desde o início da pandemia.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e os seus dez aliados (OPEP+) está a considerar anunciar um corte na produção de petróleo de mais de um milhão de barris por dia (bpd), na reunião da próxima semana, que acontece na quarta-feira (5 de outubro), na capital da Áustria.

A notícia foi avançada este domingo pela agência Reuters, cujas fontes antecipam aquele que seria a maior ação tomada pelo grupo desde a pandemia da Covid-19 para enfrentar a fraqueza e a volatilidade que caracterizam o mercado petrolífero.

A OPEP+ tem-se recusado a aumentar a produção para reduzir os preços do petróleo, apesar da pressão dos principais consumidores, incluindo os Estados Unidos. Porém, os preços do chamado “ouro negro” caíram significativamente após a valorização do dólar na sequência do aumento das taxas de juro pela Reserva Federal norte-americana.

Ou seja, os dois valores de referência globais em bruto tombaram desde a última reunião em setembro, oscilando em torno dos 80 dólares, muito longe dos máximos de 139,13 dólares para o Brent do Mar do Norte e 130,50 dólares para o WTI em março, pouco depois do início da guerra na Ucrânia.

Bancos como o UBS e o JP Morgan, analistas da OPEP+, também sugeriram nos últimos dias que um corte de cerca de 1 milhão de bpd estaria nos planos dos membros da OPEP+ (da qual o principal produtor é a Arábia Saudita) para ajudar a travar uma maior queda dos preços. “O petróleo a 90 dólares não é negociável para a liderança da OPEP +, portanto, eles agirão para proteger esse preço mínimo”, disse Stephen Brennock, porta-voz da corretora de petróleo PVM, citado pela agência noticiosa.

Recomendadas

Wall Street arranca semana em baixa

Assim, na abertura de Wall Street, o Dow Jones perde 0,62% para 34.217,92 pontos, o S&P 500 cede 0,69% para 34.217,92 pontos e o tecnológico Nasdaq recua 0,54% para 11.399,31 pontos. 

PSI cresce 2,5% em novembro e reforça valorização anual para 5,3%

O ranking mensal de aumento das cotações corresponde à Galp (14,7%), à Semapa (11,3%), ao BCP (5,7%), à EDP Renováveis (3,5%), à Greenvolt (3,2%), à EDP (2,1%), aos CTT (1,8%), à Mota-Engil (1,5%), à Jerónimo Martins (1%) e à Navigator (0,2%). 

Maxyield lembra que método contabilístico da Galp diminuiu a subida dos lucros numa altura de “windfall taxes”

O Clube dos Pequenos Acionistas entende que “os próximos relatórios de Governo Societário da Galp poderão produzir indícios sobre as razões da renúncia do CEO Andy Brown e papel do acionista Estado através da Parpública que detém 7,5% do capital, face às considerações públicas daquele sobre o impacto da windfall na companhia e na evolução do sector no país”. 
Comentários